Olá rapaziada! Estamos de volta com o nosso bate-papo, muitas vezes virtual com nossos colegas de todo Brasil. As meninas continuam sendo o destaque das nossas entrevistas, mas a cuecada também tem vez por aqui. Não vou trazer mais detalhes pra não perder o encanto, mas aguardem cenas dos próximos capítulos... Hoje conversamos com a minha grande colega de emissora: Nathaly Michelle. A gente muito pouco se encontra devido os horários, mas combinamos de conversar aqui para o site. Muito gentil, ela topou e trouxe curiosidades muito peculiares sobre o começo da sua carreira. Ela fala sobre cantadas, o rádio amanhã, dentre um tantão de coisas. Confira mais um super papo aqui no Entrevistas.
Como você surgiu para o rádio e a quanto tempo está na carreira? Foi tudo muito por acaso. Sempre gostei de rádio e sempre quis trabalhar em uma rádio, mas nunca como locutora, pelo menos isso nunca tinha passado pela minha cabeça. Queria trabalhar como secretária, alguma coisa assim. Até que um dia por sempre ligar em rádios pra participar e ganhar prêmios, pra fazer farra mesmo, acabei participando de um quadro chamado "Locutor por Uma Hora" em uma rádio pequena que tinha aqui na cidade. Uma semana depois o dono da rádio começou a ligar pros meus pais (eu era menor de idade) porque ele queria que eu fosse trabalhar com ele nessa rádio. Relutei muito, porque sempre fui muito tímida e achava que essa não era minha "praia". Acabei indo e menos de 5 meses depois, recebi um telefonema do pessoal aqui da Sete, me convidando pra fazer um teste. A Beatriz (diretora da Sete) gostou e me contratou, saí de uma rádio num dia e no outro estava aqui e estou até hoje. Comecei aqui com 16 anos, hoje estou com 24 anos, ou seja, há 8 anos, já estou na equipe da Sete Colinas.
O que você fazia antes do rádio? Era só estudante, nunca havia trabalhado antes.
Quais foram os seus inspiradores profissionais no começo? Pra falar a verdade eu não tive. Aqui em Uberaba, a única rádio de pop rock era e é a Sete. As outras são sertanejas e o ritmo é bem diferente. Queriam que eu ouvisse a Tina Roma da Jovem Pan, pra eu ter uma referência, mas nunca tinha como ouvi-la. Acabei observando o jeito dos meninos trabalharem e fui no embalo, tendo assim o meu próprio jeito de apresentar um programa.
Algumas vozes da Velha Guarda que ainda ti impressionam?Não conheci muitos locutores assim não, mas dos que conheci e conheço, gosto muito das vozes do Renato Lima e do Luiz Augusto aqui da região, que são os caras que já estão há muito tempo no rádio. O Renato, tive oportunidade de trabalhar com ele logo que entrei aqui na rádio e o Luiz Augusto ainda é locutor da Sete Colinas AM.
O que você diria sobre o fato de os homens ainda serem a grande maioria na profissão? Agora você me pegou ... (risos) ... talvez por falta de interesse mesmo das mulheres, ou algum tipo de receio como timidez. Não sei, sinceramente.
Acha que apesar da tecnologia estar avançando no mundo radiofônico a profissão perseverá? Com certeza, apesar de toda tecnologia, sem locutor uma rádio não tem vida. Antes de ser locutora, sou ouvinte, e como ouvinte eu acho que a emoção de se ouvir uma boa música está na maneira com que o locutor à anuncia. Não tem graça você ligar uma rádio e só ouvir música, não ouvir o locutor, a interação. Se fosse assim, ouviriamos só cd´s. (Risos)
Qual tipo de programa ainda você deseja fazer no rádio? Talvez de humor, acho bacana o trabalho dos meninos do Pânico, da Jovem Pan.
Rola muita cantada no meio, você sendo a única locutora na Sete? No começo teve muita, porque a Sete já estava há muito tempo sem uma locutora, então, tudo que é novidade ... Hoje ainda tem, mas nem tanto, os ouvintes têm um carinho por mim muito legal, acabei fazendo amizades com muitos deles. Acho bacana esse contato direto, gosto disso.
Quero uma opinião sua sobre as novas tendências do rádio. Como por exemplo, a Web Radio. Muito legal, afinal hoje tudo gira em torno da internet e temos que seguir esse ritmo senão ficaremos pra trás, inclusive as rádios.
Algo que conquistou, está conquistando e ainda vai conquistar na profissão. Reconhecimento pelo meu trabalho e muitas amizades.
Você acredita que os grandes centros ainda são a coqueluche do rádio para se ter sucesso profissional? Acredito que sim, nas grandes cidades você tem mais campo, não são apenas cidades vizinhas que te ouvem, mais são vários estados. Em cidades do interior, fazemos sucesso sim claro, mas são apenas cidades vizinhas que conhecem nosso trabalho, sendo o campo menor.
O que diria sobre a profissão, para os mais novos na carreira? Que é uma delicia, é gratificante você sair na rua e as pessoas te reconhecerem pela voz, é um barato, apesar de estranho ... (risos) ... e que se você realmente gosta de rádio, invista, se dedique, porque é muito mais gostoso quando a gente faz o que realmente gosta.
Qual a sua fórmula especial para uma rádio de $uce$$o? Você tem que gostar do que faz, ter dedicação, disciplina e principalmente, trabalhar em equipe, se você não tiver uma equipe competente pra te dar "impulso", você sozinho, com certeza não terá uma rádio de $uce$$o. Já diz o sábio ditado: "A união faz a força".
Nathy, quero ti agradecer pelo bate-papo. Eu sei que tudo é muito corrido pra você, mas mesmo assim valeu de montão esse tempinho que tivemos juntos.Eu que ti agradeço Tuba. Valeu pela lembrança e o carinho tanto seu como dos meninos do site. Adoreiiii! Beijo pra todos vocês!
Bate-Bola Rápido Eu sou: perseverante e muito teimosa, enquanto não consigo o que quero não sossego.
Mas poderia ser: mais confiante em mim mesma.
Rádio: um sonho.
Sete Colinas: um sonho realizado.
Time do coração: nenhum em especial.
Amor: TUDO!!!
Música especial: Vai bastante do momento em que estou passando, cada música que escuto marca minha vida de alguma forma; Internacional: Wynonna - I Want to Know What Love Is; Nacional: Tihuana: Um Dia de Cada Vez
Uma grande lembrança: A carinha de felicidade da minha mãe quando eu passei no vestibular de farmácia industrial.
Sou grata ao: Fabiano Mattos, locutor aqui da Sete. Ele me ajuda muito em tudo e acredita em mim. É meu irmãozão do coração.
Mais amigos ou colegas: Mais colegas, amizade verdadeira hoje em dia é algo muito raro e como o nome diz raras, são poucas, mas que são muito importantes na minha vida.
Esporte: Vôley.
Diversão: Estar com minha família e meus amigos, em qualquer hora e lugar é sempre uma diversão.
Chateação: Várias, principalmente a separação dos meus pais.
Minha Homenagem Especial: Sempre, sempre, MINHA MÃE. Pessoa que mais amo no mundo, que está presente em todos os momentos da minha vida, nunca me abandonou pra nada, sempre do meu lado. Toda e qualquer homenagem que eu fizer pra ela ainda será muito pouco. Ela merece o mundo!
Nathaly by Nathaly: transparente. Essa é a palavra. Sou muito transparente!