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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Pelo TudoRádio, entrevistei a judoca-radialista Malu Campos da Rede Mix


Pois é, pessoas! Estamos de volta por aqui e hoje temos o prazer de bater um super-papo com ela que ficou conhecida como a judoca-locutora. Malu Campos. Essa é mais uma das entrevistas que eu fiz pelo TudoRádio. Dentre outras coisas, ela fala sobre o barato de ser campeã nesse esporte e conciliar a vida de uma mulher normal que também é locutora e redatora da Rede Mix. Não vou dizer mais nada pra não perder o encanto, por tanto vale a pena você conferir o Entrevistas agora.

Como você começou no mundo do rádio? Você é de São Paulo mesmo?
Sou de São Paulo, sim! Aliás, adoro esta cidade. Comecei no rádio porque tinha uma amiga que era recepcionista de uma emissora jovem e eu ia lá, acompanhava o trabalho dos locutores e pensava: "que legal, o cara ganha dinheiro ouvindo música e se divertindo com os ouvintes - quero isso pra mim!"

Por que achou que o rádio tinha que fazer parte da sua vida assim?
Eu costumo entrar 'de cabeça' em tudo o que eu faço, não gosto de fazer nada pela metade e essa profissão exige um envolvimento 100%. Em casa eu ouço a rádio, vejo se está tudo certinho no ar, se as notas estão ok, pois é assim que funciona.

Qual era o seu grande barato antes da profissão, o que você fazia?
Eu era professora de inglês, dava aulas numa escola estadual.

Olha que bacana! E no começo, quais foram os seus inspiradores profissionais no rádio?
Não tive ninguém assim que eu seguisse fielmente, mas ouvia algumas pessoas (homens e mulheres) e pensava em tirar o 'melhor' de cada um: o humor de um, o carisma de outro e assim fui criando o meu estilo de trabalho.

Mas me conte uma coisa. E essa história de Judô, menina? Radialista e Campeã. Como assim?
Eu adoro o judô, comecei desde pequenininha, aos 11 anos. Fui treinando em bons clubes, tive ótimos professores e sempre gostei de bater nos outros. (Risos) Treinar judô é algo que dá muita disciplina pras crianças, acho que aprendi muita coisa que levo pro meu dia-a-dia.

Já precisou usar os seus dotes de judoca em alguma ocasião complicada?
Ainda bem que não... mas se eu precisar, vou saber me virar muito bem. Tenho sete anos só na faixa preta!

Ôôô Loco! Como está o seu cartel atualmente, o que já disputou até hoje, os prêmios...
Bem, participei de muita competição, mas os últimos títulos são Campeã Mundial Máster 2007 e vice-campeã mundial em 2008, Campeã Paulista 2007 e 2008 e Campeã Sulamericana 2008. Este ano ainda vou lutar o Brasileiro e o Pan-americano de Judô, em Santo Domingo, na República Dominicana.


A gente sabe que a Rede Mix, aonde você trabalha hoje, te apoia bastante neste seu esporte de devoção. E mesmo assim, não deu pra você participar dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Por que?
Porque, pra tentar fazer parte da Seleção Brasileira que foi à Pequim é preciso ter de 4 a 6 meses livres por ano, pra viajar e treinar em outros países, fazer intercâmbios. E eu tenho a Mix, não largaria minha profissão pra viver de esporte - algo tão incerto no Brasil.

Mesmo assim, sem você os "Meninos do Brasil", fizeram bonito no Judô. A gente já tinha se falado antes dos Jogos começarem e você tinha me dito que estava bem confiante em relação as medalhas. Você também nutre uma vontade de algum dia poder participar e faturar uma medalha nos Jogos Olímpicos.
Foi mesmo. Como atleta, a vontade sempre vem, mas não é minha prioridade hoje e dificilmente será. Tenho tanta coisa boa aqui, que não largaria tudo por isso.

E como é conciliar a vida de radialista, redatora, judoca, mãe, dona de casa e esposa? Não minam as forças, não?
Pelo contrário, só aumentam... é claro que tenho meus dias que adoraria ficar dormindo uma tarde inteira, relaxando... mas as férias existem pra isso! Sou jornalista da Mix, fico antenada o tempo todo, não dá pra relaxar... e ser mãe, então? Isso sim é uma loucura, mas uma loucura deliciosa.

No Grupo no qual você trabalha, tem a TV Mix. Você tem algum projeto rolando ou que vai rolar na telinha. Digo apresentação de algum programa ou algo parecido?
Na verdade, não. Nunca pensamos nisso, acho que nem eu, nem meus coordenadores. Já faço locução na Rede e em São Paulo, e ainda sou responsável por todo o conteúdo do Jornalismo das rádios. Não dá tempo pra agregar mais projetos, só se o dia tiver umas 30 horas, o que você acha?

É verdade! As ouvintes talvez nutram uma maior criatividade, em relação as vozes masculinas. E os homens, na sua opinião? Fala a verdade, hein?
Ah... acho que eles devem imaginar como são as locutoras sim. Devem pensar que sou uma loira de 1,80m e tal. (Risos). Por isso é melhor ficar no rádio mesmo e não ir pra TV!

Nesse ramo vocês meninas estão se destacando muito. Tem um tantão de talentosas garotas por aí. O que diz de tudo isso?
Isso é ótimo - não acho que aumente a concorrência. Para as boas profissionais, tanto no quesito 'voz', como 'caráter', sempre há bastante trabalho.

Você tem algo curioso na profissão que sempre ti traz ou trouxe muita alegria?
O carinho e a curiosidade das pessoas em saber como funciona o nosso trabalho - a maioria encara como algo mágico e diferente - e na verdade, é mesmo. Mexemos com a imaginação das pessoas; quando a gente toca uma música especial, remetemos aquele ouvinte à boas lembranças, é um trabalho especial.

Você também acha que as grandes cidades - a maioria capitais - ainda são a coqueluche do rádio para se ter sucesso profissional?
Sim, é preciso estar onde as oportunidades aparecem.

O que ti impressiona positiva e negativamente no rádio hoje em dia?
Positivamente: a quantidade de pessoas boas e competentes que trabalham hoje comigo. Negativamente: sinceramente não sei destacar algo que me impressione.

Gostaria que sua filha seguisse a mesma carreira da mãe, assim como judoca e radialista?
Claro, darei incentivo àquilo que ela quiser fazer, seja o mesmo que eu ou não.

Qual a sua opinião sobre as novas tendências que estão chegando. Web Radio e Rádio Digital. Dizem que os dowloads, ipods e afins tem buscado seu espaço e deixado o rádio, quase em segundo plano. Dá pra fazer uma previsão?
Não dá pra prever nada, acho que as rádios vão ter que se adaptar aos novos formatos, temos que ser rápidos e atender àquilo que o mercado exige. Quem dorme no ponto fica pra trás.


Algo que conquistou, está conquistando e gostaria de conquistar num futuro próximo.
Conquistei respeito profissional. Estou conquistando grandes títulos no judô. Quero conquistar novos amigos sinceros e reconquistar os antigos a cada dia.

O que tem ouvido de música ultimamente em casa?
Deixo meu ipod rolar à vontade, sem escolher o que vai tocar - prefiro a surpresa.

O que diria sobre a profissão, para os mais novos na carreira?
Seja sempre íntegro, honesto e não faça fofoca. Todo mundo fica sabendo. (Risos)

O que seria uma rádio de $uce$$o pra você.
Uma rádio como a que eu trabalho hoje: aquela que respeita o ouvinte e também seus funcionários.

OK Maluzinha, tempos atrás estivemos juntos e você comentou sobre a paixão sobre os doces mineiros. Ainda continua a vontade matadeira?
Eu sou fanática por doces e é por isso que malho tanto, aliás, alguém ficou me devendo doce de leite de MG, hein! (Risos)

Tá bom! (Risos) Malu Campos. A entrevistada do dia. Malu, muito obrigado pela simpatia e sua atenção. Sorte pra você nos próximos campeonatos. Pode deixar as suas considerações finais.
Eu é que tenho que agradecer; estou sempre por aí, pra fazer novos amigos, pra trabalhar, pra botar o papo em dia - é só me escrever no malu@mixfm.com.br . Muito obrigada pela entrevista, eu adorei falar com vocês! Beijo grande e fiquem com Deus sempre!

Bate-Bola Rápido

Eu sou: a Malu judoca e locutora.
Mas poderia ser: a mesma pessoa, fazendo outras coisas e sendo feliz igual.
Mix FM: minha segunda casa. Fico muito tempo aqui. (Risos)
Rádio X Judô: duas paixões animais.
Time do coração: Corinthians.
Amor: essencial, não vivo sem...
Música especial: Fugees - Killing Me Softly.
Um arrependimento: não tenho...
Uma grande lembrança: o nascimento da minha filha e ganhar o Mundial de Judô.
Um sonho: ser sempre feliz assim...
Sou grata a: Deus, sempre.
Mais amigos ou colegas: em quantidade, colegas; em qualidade, amigos!!!
Malu Campos by Malu Campos: uma pessoa persistente, sincera e feliz!

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