sábado, 29 de dezembro de 2007

Boas Festas e Feliz Ano Novo!


Olá irmandade!
Chegou mais um final de ano. Quero desejar a você, a sua família e amigos, Feliz 2008. Paz, saúde e muita prosperidade. Que Jesus possa se fazer onipotentemente presente na sua casa e na dos outros também, para abençoar e proteger vossos caminhos.
Esse ano particulamente, foi um ano de muitas alegrias para mim e realmente desejo pelo menos, o mínimo do melhor pa você.
Que seja um ano de muita sabedoria, conhecimento e discernimento do que realmente vale e do que não vale a pena fazer. As vezes achamos, que estamos certos sendo que na verdade, não é bem assim.
Guarde por você, pelos seus, mas guarde também aquele que está bem do seu lado e você não se importa. Nossas conquistas, nós conquistamos, quando ajudamos alguém a conquistar as suas. Pense nisso!

Aquele abrass, tudibão, cuide-se bem. Fica com Deus ... pois Ele abençoa ... e muito!
Feliz Ano Novo!

Nicole Kidman prenha?


Sim! Após inúmeros boatos, Nicole Kidman estaria realmente grávida. Seria o primeiro filho da atriz com o marido, o cantor Keith Urban.
Nicole teria dado a notícia da gravidez para a família durante o feriado de Natal. Ela também já teria começado a falar em diminuir o ritmo de trabalho o máximo possível no ano que vem, para se preservar.

Nicole tem dois filhos adotivos com o ex-marido Tom Cruise: Isabella, 14, e Connor, 12. Recentemente, ela disse que um de seus maiores sonhos era ser mãe novamente. Katie Holmes, atual esposa de Cruise, diz que os meninos passaram a chamar de mãe depois da separação de Nicole.
Será maldade ou verdade?

10% cumprem promessas de fim de ano


Um psicólogo britânico realizou uma pesquisa sobre as promessas de final de ano e sugere que apenas 10% das pessoas conseguem cumprir com as resoluções definidas no fim do ano.
Richard Wiseman, que liderou o estudo, analisou 3 mil pessoas que tentavam cumprir com várias promessas, como parar de fumar, emagrecer, fazer mais exercícios ou beber menos.

No início da pesquisa, 52% dos participantes afirmaram que estavam confiantes de que conseguiriam cumprir com as metas. No entanto, no final do estudo e depois de um ano de tentativas, apenas 12% conseguiu manter as promessas e alcançar os objetivos que haviam definido.

Entre os voluntários, o estudo observou que a promessa mais difícil de ser cumprida foi parar de fumar - apenas 24% dos voluntários conseguiram deixar de fumar durante a pesquisa.
A promessa mais cumprida, entre os participantes, foi a de "aproveitar mais a vida" - objetivo alcançado por 32% dos voluntários. O estudo foi realizado na Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra.

Homens e Mulheres

A pesquisa aponta ainda que 22% dos homens que conseguiram atingir seus objetivos o fizeram ao definir metas específicas, como perder um quilo por semana ao invés de apenas "perder peso".

Já para as mulheres, o estudo indica que a chance de manter as promessas aumenta em 10% quando elas contam para a família e para os amigos sobre a resolução.
Os homens tendem a adotar uma postura machista e têm expectativas fora da realidade, portanto, definir objetivos simples os ajuda a cumprir as metas.

O pesquisador afirma ainda que, apesar das mulheres relutarem em contar para os amigos sobre as promessas, "o apoio de parentes e amigos as auxilia a manter suas metas, depois de torná-las públicas".

Segredos

Wiseman sugere que a regra geral para atingir os objetivos é decidir qual será a meta durante o ano antes da chegada do réveillon.
Além disso, ele afirma que, para ter sucesso, é preciso escolher um objetivo novo, ou tentar uma nova perspectiva para um antigo problema.

Google Earth flagra peladonas via satélite


Quem gosta de ficar livre-leve-solto na sacada do apartamento agora vai pensar duas vezes. Serviços de imagens via satélite captam, além de monumentos e lugares históricos, pelados anônimos.
Os flagras acontecem nos mapas do Google Earth que, segundo a empresa, permitem localizar praticamente qualquer ponto do planeta por meio de imagens obtidas via satélite. Para especialistas, o Google viola a privacidade ao veicular este tipo de conteúdo.

Atento aos benefícios de tamanho avanço tecnológico, o blog "Google Sightseeing" resolveu reunir as cenas mais curiosas vistas no serviço de mapeamento digital.
O primeiro topless via satélite não tardou a entrar no blog. Depois veio o ranking com as dez melhores imagens de pessoas tomando sol sem roupa. As cenas não chegam a ser tórridas, já que o serviço possui grau de detalhamento e nitidez abaixo do que um voyeur gostaria.

Curiosos podem acessar as cenas na versão traduzida do site no link: http://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://googlesightseeing.com/2006/11/28/top-10-naked-people-on-google-earth/&sa=X&oi=translate&resnum=2&ct=result&prev=/search%3Fq%3D%2522Google%2BSightseeing%2522%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG .

O Google Earth www.earth.google.com - pra quem não sabe - é um banco de imagens aéreas e de satélite que permite aos usuários do mundo todo compartilhar descobertas sobre o planeta. O nível de aproximação varia conforme a localidade. Imagens dos EUA possuem maior precisão, por exemplo.

Bill Gates investe em fábrica de cerveja


O consórcio Femsa (Fomento Econômico Mexicano) informou nesta sexta-feira que o fundo de investimento Cascade Investments, cujo principal sócio é o magnata americano Bill Gates, investiu US$ 390 milhões em suas ações e é de vez em quando, visto andando nessa nave ao lado.
O Femsa anunciou em comunicado que com o investimento o Cascade passa a controlar 10,8 milhões de títulos do tipo ADR (American Depositary Receipts), aproximadamente 3% do valor de mercado da companhia.

O presidente do Femsa, José Antonio Fernández, afirmou que o investimento "mostra o reconhecimento e a confiança que existe no desempenho da empresa".
O Femsa foi fundado em 1890 e atualmente gerencia ativos de quase US$ 14,7 bilhões. Nos primeiros nove meses deste ano, o seu lucro líquido foi de US$ 532 milhões.
O consórcio mexicano é o segundo maior produtor de cerveja no México e a maior engarrafadora de Coca-Cola na América Latina, a segunda maior do mundo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Ela ficou noiva de um ator de cinema


Fergie anunciou que está noiva de seu namorado, o ator Josh Duhamel, astro no seriado Las Vegas e do filme Transformers.
Os dois, que namoram desde 2004, vivem juntos em uma mansão em Los Angeles, avaliada em quase 5 milhões de dólares!

O assessor de Josh confirmou que ele pediu a mão da estrela em casamento, mas não revelou como foi e nem quando pretendem se casar.
Fergie disse recentemente em uma entrevista que eles estão praticamente casados.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Se isso fosse mesmo um vestido...!


A top model Gisele Bündchen veste o modelito mais fresco de sua carreira: um "vestido" de água.

A "roupa" não é criação de nenhum estilista excêntrico, e sim, parte da campanha da agência de publicidade W/Brasil para o lançamento de um novo comercial de sandálias.

A campanha já foi veiculada esse ano aqui no Brasil e foi criada para embarcar na onda das empresas que querem relacionar sua marca à preservação ambiental, no caso, o consumo consciente da água.

Muito dá hora essa idéia!

Modelo brasileiro é eleito o 3º melhor top do mundo


Considerado a versão masculina de "Gisele Bündchen" quando ela foi revelada, o top model mineiro Evandro Soldati 22, está conquistando cada vez mais reconhecimento no mundo da moda.

Soldati (Ford Models New York) aparece no terceiro lugar do ranking de melhores modelos do mundo na atualidade, segundo o site www.models.com, considerado a "bíblia da moda". O cara está atrás apenas do número 1, Mathias Lauridsen (New York Model Management) e o número 2, Sean O (VNY Model Management).

Segundo o site, o modelo tem trabalhado com os melhores fotógrafos e clientes da moda, como L'Uomo Vogue, Louis Vuitton e Giorgio Armani --grife com quem tem contrato de exclusividade até 2008--, além de Valentino e Dolce & Gabbana.

Parabéns, irmandade!

Mais um negão na vida de ...


A cantora Simony, 31 anos, se casou pela segunda vez no último dia 20. A troca de alianças com o ator Marcelo Batista aconteceu em um buffet em São Paulo.
A festa no Espaço Ônix reuniu dezenas de convidados e teve um banquete oferecido pela madrinha Érika Meira.

Para os convidados foram distribuídas sandálias havaianas como lembrança da festa.
A dama de honra da festa foi a terceira filha de Simony, Pyetra, filha da cantora com o jogador de futebol Diego Souza.

A cantora também é mãe de Ryan e Aysha, filhos do primeiro casamento de Simony, com o rapper Afro-X.

Pois é o barato da mina sempre foi Sr Ébano. De passagem fizeram parte da sua vida amorosa, Jairzinho, Alexandre Pires, dizem que também o cara lá do pagode, o vocal do Revelação, Afro X e Diego Souza.

Vai curti a negritude pá lá, hein sô? Mas na boa, felicidades pra ela, que ela merece!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL, figura!!!




Feliz Natal pra você e apesar da festa danada que você vai fazer com seus presentes e afins, não se esqueça da finalidade real e verdadeira do Natal.
Deixe Jesus entrar abençoar e fazer a festa com você, sua família e amigos, pois Ele é o protagonista disso tudo. Não se esqueça! Tudibão!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Conheça a nova VJ da MTV



Elisa Martinez, mais conhecida como Kika, é a nova VJ da MTV. A atriz e modelo gaúcha de 26 anos vai estrear o 40°, um programa de clipes apresentado em diversas locações de verão, como Pernambuco e Rio de Janeiro.

À primeira vista, um crítico mais ranzinza diria que Kika é outro rostinho bonito na TV. Mas se depender da novata, essa idéia está errada.

A nova VJ já mostra bom gosto antes da estréia do 40°. Mas não é só de clipes que mina entende. Ela curti a cena do rock underground nacional e diz que tem muita banda boa no circuito de Norte a Sul do país.

A gaúcha mora em São Paulo há três anos. Formada em publicidade, atuou em vários curtas metragens e participou de diversas campanhas publicitárias. Também fez uma ponta em uma novela global.

A entrada na MTV foi quase por acaso. Foi gravar um promo para a emissora e se interessaram pelo seu trampo. Fez um teste e acabaram gostando.
Agora Kika vive uma nova fase. “Quando eu era criança, lembro de ver um clipe do George Michael na MTV. Minha irmã estava assistindo e achei o máximo! Isso faz parte da nossa vida. Estou ansiosa para começar, é um novo desafio pela frente.”

As cantoras que a VJ está ouvindo:
Björk
Amy Winehouse
CocoRosie
PJ Harvey
Regina Spektor
Feist

40º
Estréia: 07/01
Horário: Segunda a sexta, às 19h

Lenny Kravitz tocará no Rock in Rio Lisboa 2008


O roqueiro norte-americano Lenny Kravitz se apresentará na terceira edição do Rock In Rio Lisboa. Fontes da organização do evento confiramaram o show do músico para o dia 30 de maio.

Kravitz também poderia tocar na edição espanhola, em Madri, que acontecerá nos dias 26 e 27 de junho e 4 a 6 de julho de 2008, já que vários artistas internacionais participaram dos dois festivais.

A brasileira Ivete Sangalo e o espanhol Alejandro Sanz também confiramaram presença nas edições de Portugal e Espanha. O Rock In Rio Lisboa acontecerá nos dias 30 e 31 de maio e entre 6 e 8 de junho.

'Playboy' traz foto inédita de Juliana Knust no Natal


A revista Playboy divulgou uma foto inédita do ensaio com a atriz Juliana Knust, capa da edição de dezembro.

Essa é a segunda versão da revista com Juliana na capa. A primeira foi lançada no ínicio do mês. O novo ensaio tem 26 páginas de fotos e um poster.

Nesta nova edição, a atriz está na capa em um close do seu rosto. Na primeira, a foto mostrava Juliana de corpo inteiro.

Da Hora essa mina, hein?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ator Norton Nascimento morre aos 45 anos em São Paulo


O ator Norton Nascimento, 45, morreu às 8h05 desta sexta-feira (21) no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
A morte foi em decorrência de falência cardíaca secundária por quadro infeccioso pulmonar, informou o hospital.
Durante este período, acabou se tornando membro da Igreja Renascer em Cristo.

Entre os trabalhos do ator estão as novelas "Os Imigrantes", de 1981, que marcou sua estréia na TV; "Fera Ferida" (1993), "A Próxima Vítima" (1995) e "A Padroeira" (2001), da Globo.
Norton Nascimento nasceu na cidade de Belém (PA), no dia 4 de janeiro de 1962. O último trabalho dele na TV foi na novela "Maria Esperança" (2007), do SBT, na qual interpretou o personagem Bento de Jesus.

Norton deixa três filhos do primeiro casamento com Rosana: Luana, 22, Lucas, 21, e Yasmin, 14. Ele estava casado com Kelly há cinco anos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Conheça o hotel que funciona em palácio que Napoleão 3º deu a dona da pensão


Se você tem, nem que seja uma vez na vida, a vontade de viver os ares da corte francesa e dormir em um palácio de verdade, seu destino em Biarritz na França, é no Hotel du Palais - entre e confira no site www.hotel-du-palais.com pelo espanhol que é mais prático e faça um passeio em 360 graus - e é muito bom que você esteja disposto a desembolsar uma grana boa e em Euros. O prédio, de 1854, com o formato da letra E, foi um presente de Napoleão 3º a sua patroa Eugênia.

Quadros valiosos, louças e lustres de cristal e mobília produzida a partir de materiais nobres completam a cena.
A diária para casal custa 485 nos apartamentos com vista para os tranqüilos e exageradamente bem arrumados jardins. Se a vista for para o mar, aí a diária é um pouco mais salgada: 585.

O hotel tem 134 apartamentos e 30 suítes. Todos decorados com objetos escolhidos para lembrar os nobres que passaram pelo palácio em visitas ao imperador e Eugênia.
Algumas suítes são especiais, ou melhor, mais especiais do que as outras. A de Edouard 7º tem 152 m2; e a de Alphonse 8º, 177 m2. Fazendo as contas, percebo que meu barraco inteirinho, cabe dentro de uma dessas suítes.

As duas foram restauradas, mas o estilo original foi mantido, inclusive a mobília, que remonta à época e aos gostos da imperatriz Eugênia.
Ambas têm espaçosos terraços com vista para o Atlântico e para a piscina climatizada com água marinha, também de frente para o mar.
Vale a pena conhecer ao menos no site e fazer um passeio virtual. É muito luxuoso, mas bem cultural.

Kaká terá carro do ano à disposição no Brasil.


O meia-atacante Kaká, do Milan, chegará ao Brasil nos próximos dias para as festas de final de ano. Durante o período que permanecer no País, o jogador terá à sua disposição um Audi Q7, vencedor do prêmio Carro do Ano 2008 na categoria utilitário esportivo premium.

Equipado com motor V8, o carro só será lançado oficialmente no Brasil no primeiro semestre do próximo ano, mas teve uma unidade importada especialmente para o melhor jogador do mundo. O modelo é igual ao que o atleta dirige pela cidade de Milão.

Quando retornar à Itália, Kaká terá a responsabilidade de manter o bom nível apresentado em 2008. No ano que está chegando ao fim, o camisa 22 liderou o Milan nas conquistas da Copa dos Campeões e do Mundial de Clubes.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Tem uns caras que dão sorte na vida, mesmo!




Imagine! Dê um bico na primeira foto e depois veja a segunda. Consegue ligar uma coisa com a outra? Não?
Essa é a atriz Ana Ferraz que foi casada com o ator Angelo Paes Leme e estava há dois anos com o outro ator Marcelo Serrado, que por sua vez era casado com a outra atriz, Rafaella Mandelli e com quem tem uma menina de 3 anos.

O barato é que há mais ou menos um mês, Ana terminou o namoro com o Marcelo Serrado, mesmo tendo anunciado que se casaria com ele. Agora ele embassando e querendo voltar, esteve na praia que fica de frente ao apartamento dela no Rio.
O cara tentou algumas investidas mas, parece que ela não correspondeu ou se fez de desentendida, apesar de durante o tempo que ficaram juntos na praia, os dois terem se divertido com algumas brincadeiras praianas.

Mas por favor, dá um bico de novo e veja essa mina morena desse jeito, indooooooooo....
É a mesma mina da primeira foto, ti olhando e pensando se você carrega toda essa areia ae, no seu caminhãozinho!
Putz, da a hora essa... Ana Ferraz!
Até o ator deu uma conferida pra ver: Nossa, o que é que eu estou perdendo!

Como é bom ver a grande conquista de alguém!


Yesterday in Zurich Kaká became the fifth Brazilian to win the prestigious FIFA World Player of the Year award, beating Messi and Cristiano Ronaldo for the title. On the women's side, Marta won the FIFA title for the second year in a row.
This was the first time in FIFA's history in which the top awards went to two players from the same country.

São Paulo apresenta Adriano nesta sexta-feira


Depois da liberação da Inter de Milão, foi a vez de o São Paulo confirmar a contratação de Adriano. O atacante jogará pelo clube paulista por empréstimo, até o dia 30 de junho do ano que vem, e será apresentado nesta sexta-feira pelo time tricolor.

Ele está muito feliz com esse acerto. Desde o primeiro dia que Adriano chegou no clube todos o receberam muito bem. O jogador, desde a metade de novembro faz exercícios no CT do São Paulo para recuperar a forma física.

Adriano pretende trabalhar muito forte para retornar a Seleção Brasileira e quem sabe conquistar títulos na sua passagem no time.
Além de defender o São Paulo, Adriano também seguirá com os trabalhos de recuperação física e técnica que vêm sendo feitos desde novembro.

Confira os dados de Adriano

Nome: Adriano Leite Ribeiro
Nascimento: 17/02/1982
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Altura: 1m89
Peso: 89 Kg

Títulos pela Inter de Milão:
2004/05 - Copa da Itália
2005 - Supercopa da Itália
2005/06 - Copa da Itália
2005/06 - Campeonato Italiano
2006 - Supercopa da Itália
2006/07 - Campeonato Italiano

Títulos pela Seleção Brasileira:
2004 - Copa América
2005 - Copa das Confederações

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Will Smith visita Brasil em janeiro para lançar filme


O ator Will Smith visita o Rio no começo de 2008 para o lançamento nacional do filme "Eu Sou a Lenda". Ele vem acompanhado do roteirista Akiva Goldsman e do diretor Francis Lawrence.

A distribuidora Warner Bros. Pictures informou que a visita do ator está marcada para o mês de janeiro, mas não soube precisar a data nem o tempo de sua permanência. O filme estréia no Brasil no dia 18 de janeiro.

Em "Eu Sou a Lenda", Will Smith interpreta o personagem Robert Neville, um cientista imune a um vírus que transforma seres humanos em mutantes. Ele tentará usar seu próprio sangue para reverter os efeitos do vírus e salvar a humanidade.

O elenco traz ainda a atriz brasileira Alice Braga ("Cidade Baixa"), sobrinha de Sônia Braga, no papel de uma sobrevivente.

Romário toma um gancho de 120 dias


O atacante Romário, do Vasco, depois da alegria do Gol 1000, amarga! Ele foi suspenso por 120 dias nesta terça-feira, pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por infração ao artigo 244 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Os advogados do jogador, que não esteve presente na sessão, prometem recorrer da decisão.

Por 3 votos a 2, o atleta foi suspenso por infringir o artigo 244 do CBJD - ser flagrado, comprovadamente dopado, dentro ou fora da partida. No ano que vem, Romário será o técnico o Vasco e, caso tenha a pena reduzida ou obtenha a absolvição em um novo julgamento, poderá defender o time como jogador.

Romário foi pego no exame antidoping, que deu positivo para a substância finasterida, encontrada em tônicos capilares, após a partida entre Vasco e Palmeiras, que terminou empatada por 2 a 2, em São Januário, válida pelo Brasileiro.

Bob Dylan fará show no Brasil


Pela terceira vez, Bob Dylan vai desembarcar na terra do futebol e deverá fazer dois shows. O cantor e compositor vai se apresentar em São Paulo e no Rio de Janeiro, na primeira semana de março.

O Via Funchal e Vivo Rio estão em negociação para receber Bob Dylan, mas até agora nada confirmado. O primeiro show do Bob Dylan no Brasil rolou no Hollywood Rock, em São Paulo, em janeiro de 1990.

Oito anos depois, o norte-americano voltou em grande estilo e abriu o show dos Rolling Stones. Além do Brasil, Bob Dylan deve passar pela Argentina. Imperdível!!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Kaká encerra seu melhor ano com prêmio de melhor do mundo da Fifa


Após um ano de 2007 quase perfeito, o meio-campista brasileiro Kaká, 25, do Milan, confirmou as expectativas e foi coroado nesta segunda-feira com o prêmio de melhor jogador do mundo na eleição da Fifa pela primeira vez em sua carreira.

A conquista aconteceu um dia após Kaká ter vencido o Mundial de Clubes da Fifa com o Milan, em vitória por 4 a 2 sobre o Boca Juniors, e ser escolhido o melhor jogador da competição. O atleta também teve grande destaque na conquista da Copa dos Campeões, em que foi inclusive o artilheiro do torneio.

"É um dia muito especial. Eu sempre sonhei em me tornar um profissional no São Paulo e jogar uma partida pela seleção brasileira. Mas, na Bíblia, Deus diz que a vida dá mais do que nós pedimos, e isso é o que está acontecendo na minha vida", afirmou Kaká.

O ex-são-paulino superou na eleição o meia argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o meia-atacante português Cristiano Ronaldo, do Manchester United, segundo e terceiro colocados, respectivamente. Participam da votação técnicos e capitães das seleções filiadas à Fifa e representantes da Fifpro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol).

Também neste ano, o craque do Milan foi o vencedor da "Bola de Ouro", prêmio concedido pela revista francesa "France Football" ao melhor jogador do mundo no ano. Além disso, ele detém atualmente o título de melhor do mundo da FIFPro, em votação feita pelos jogadores profissionais.

Com a conquista de Kaká, o Brasil consolidou sua hegemonia na premiação da Fifa --ficou com o título pela oitava vez na história. Quem chega mais perto é a França, com três. O prêmio é concedido anualmente desde 1991.

Além de Kaká, outros quatro jogadores brasileiros já receberam o prêmio. Romário foi o primeiro, em 1994. Depois, Ronaldo levou o troféu em três oportunidades, em 1996, 1997 e 2002. Rivaldo ficou com o título em 1999. Ronaldinho levou o prêmio em 2004 e 2005.

Na lista inicial dos 30 jogadores que concorriam ao prêmio em 2007, além de Kaká, o Brasil teve o meio-campista Juninho Pernambucano, do Lyon, e Ronaldinho, do Barcelona, entre os indicados.

A brasileira Marta ficou com o prêmio de melhor jogadora da atualidade, ao superar a alemã Birgit Prinz, que ficou em segundo lugar, e a também brasileira Cristiane, terceira colocada.

O ex-jogador Pelé também foi homenageado na festa e recebeu o "prêmio do presidente", entregue pelo suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa.

A Fifa também deu prêmios nesta segunda-feira aos melhores jogadores do Mundial sub-17 (o alemão Kroos), do Mundial sub-20 (o argentino Agüero) e do Mundial de futebol de praia (brasileiro Buru).

Confira todos os vencedores do prêmio

2007
1º Kaká (Brasil)
2º Messi (Argentina)
3º Cristiano Ronaldo (Portugal)

2006
1º Cannavaro (Itália)
2º Zidane (França)
3º Ronaldinho (Brasil)

2005
1º Ronaldinho (Brasil)
2º Frank Lampard (Inglaterra)
3º Samuel Eto'o (Camarões)

2004
1º Ronaldinho (Brasil)
2º Henry (França)
3º Shevchenko (Ucrânia)

2003
1º Zidane (França)
2º Henry (França)
3º Ronaldo (Brasil)

2002
1º Ronaldo (Brasil)
2º Kahn (Alemanha)
3º Zidane (França)

2001
1º Figo (Portugal)
2º Beckham (Inglaterra)
3º Raúl (Espanha)

2000
1º Zidane (França)
2º Figo (Portugal)
3º Rivaldo (Brasil)

1999
1º Rivaldo (Brasil)
2º Beckham (Inglaterra)
3º Batistuta (Argentina)

1998
1º Zidane (França)
2º Ronaldo (Brasil)
3º Suker (Croácia)

1997
1º Ronaldo (Brasil)
2º Roberto Carlos (Brasil)
3º Bergkamp (Holanda)/Zidane (França)

1996
1º Ronaldo (Brasil)
2º Weah (Libéria)
3º Shearer (Inglaterra)

1995
1º Weah (Libéria)
2º Maldini (Itália)
3º Klinsmann (Alemanha)

1994
1º Romário (Brasil)
2º Stoitchkov (Bulgária)
3º Baggio (Itália)

1993
1º Baggio (Itália)
2º Romário (Brasil)
3º Bergkamp (Holanda)

1992
1º Van Basten (Holanda)
2º Stoitchkov (Bulgária)
3º Hässler (Alemanha)

1991
1º Matthäus (Alemanha)
2º Papin (França)
3º Lineker (Inglaterra)

Duas grandes locutoras de São Paulo inauguram site juntas na web.


Duas das grandes competententes locutoras de São Paulo inauguraram juntas, um site profissional na web no começo dessa semana. Trata-se de Anna Martins e Malu Campos ambas da Rede Mix de Rádio.
No site www.annamartins.com.br ou www.malucampos.com.br - direcionado para o mesmo lugar - é encontrado tudo que se fala a respeito das profissionais, tanto no mundo do áudio, video e apresentação de eventos.
Com pouco mais de 10 anos de carreira, Anna Martins começou com tudo na profissão, na rádio paulistana Mundial AM como repórter. Depois teve passagens pela Transamérica, 98 FM de Santos, Brasil 2000, 89 FM, Rádio Fênix e Nossa FM.

Está na Mix FM, a atual líder geral no IBOPE em São Paulo, desde 2004 e participa também do projeto da Rádio Vida que foi criado em abril desse ano. Além dos trabalhos em áudio, Anna já foi apresentadora do TV Imóveis (Gazeta, Rede TV e Canal 3).

Malu Campos é jornalista e locutora desde 1996 e começou a carreira em Sorocaba-SP na Vanguarda FM, passando por Cidade FM de Campinas, CBN e Tribuna de Santos, na SP1 FM (hoje Rádio MIx), Transamérica e Trianon FM. Apresentou o MetroNight na Metropolitana FM e há 5 anos está na Mix FM ao lado da colega Anna Martins, fazendo locução e o jornalismo da emissora. Dentre suas competências, uma das grandes peculiaridades de Malu Campos, além de dublagens na TV, é ser a atual Campeâ Mundial de Judô no World Master Championship.

Outros detalhes da carreira de Anna Martins e Malu Campos, também são encontrados no site, que trazem ainda fotos, trabalhos, parceiros e contatos profissionais.

Está aberta a votação dos melhores do ano RRAURL 2007


Neste ano que o site completou dez anos, não faltaram bons discos, músicas, festas e eventos pelo país. Um sinal dos tempos, 2007 viu a profusão de boas e influentes coletâneas, fato que nos levou a criar uma nova e curiosa categoria: "Melhor Compilação". As outras disputas são as tradicionais "melhor álbum", "melhor DJ set/live", "melhor festival", "melhor show" e "música do ano".

Em 2006 a pesquisa apresentou resultados significativos. A dupla alemã Booka Shade teve seu álbum "Movements" como o mais votado, e a faixa "In White Rooms" ficou em segundo lugar, atrás do hit avassalador "Crazy", do Gnarls Barkley. Nos eventos, Laurent Garnier no Lov.e e o histórico show do Daft Punk foram os mais votados em categorias que também lembraram com justiça das passagens de Sven Vath, Anthony Rother, The Prodigy e 2 Many DJs pelo Brasil.

A pesquisa do rraurl.com é sucinta por não contabilizar pontos, cada leitor só pode votar em um candidato por categoria. Só assim para conseguirmos ilustrar de maneira clara os destaques absolutos do ano. Injustiçados, esquecidos e raridades ficam para as sempre acaloradas discussões do rraurlpeople nos comentários e em nosso Fórum.

Vote agora: http://www.rraurl.com/pesquisas/1/melhores_de_2007

sábado, 15 de dezembro de 2007

Jay-Z compra mega-terreno e quer construir hotel em NY


Jay-Z é daquele tipo de pessoa que sempre quer mais!
O rapper, que já é dono de vários estabelecimentos em Nova York, comprou uma grande área em Manhattan, no valor de US$66 milhões (quase R$120 milhões). Ele só ainda não decidiu se vai transformá-la num hotel, o J Hotels, ou numa galeria de arte.

Scott Shnay, parceiro de Jay-Z, disse: "É um grande pedaço de terra numa vizinhança ótima (o bairro do Chelsea)".
O namorado de Beyoncé também tem uma boate no Chelsea e um café em Las Vegas. Isso, além de abrir outra boate 40/40 na cidade dos cassinos, dia 30/12.

Nada decidido

Mas, nem tudo que brilha é ouro para Jay-Z.
Seu emprego de presidente da gravadora Def Jam ainda é incerto.

Jay-Z nega que o atraso na renovação de seu contrato com a gravadora subsidiária da Universal seja por causa de salário: "É, na verdade, sobre o futuro da indústria musical e sobre não perder o tempo de ninguém. Nunca quis sentar numa cadeira só para sentar numa cadeira", contou em entrevista à MTV.

Britney Spears pode interpretar a Virgem Maria... como assim?


Você já imaginou Britney Spears, meio doidinha como ela é hoje, interpretando a Virgem Maria?

Pois é... A cantora foi aparentemente convidada a interpretar o papel de Virgem Maria num filme satírico sobre o nascimento de Jesus Cristo.
O longa "Sweet Baby Jesus" conta a história de uma garota de 19 anos, que entra em trabalho de parto na véspera de Natal numa pequena cidade americana, iniciando boatos de que bebê é a segunda encarnação de Jesus Cristo.

O produtor francês Philippe Rebboah declarou que será difícil convencer seus sócios a aceitar a idéia, mas que ele acha brilhante e irônico.
Segundo o produtor, Britney já está lendo o roteiro e vai dar uma resposta nos próximos dias.

Se a participação se confirmar, será o terceiro trabalho da cantora nas telonas. Antes ela fez os longas "Longshot" em 2000 e "Crossroads - Amigas Para Sempre" em 2002.
A produção de "Sweet Baby Jesus" começa em Março de 2008 e pode ter ainda Lily Tomlin e Melanie Griffith no elenco.

Custódia

Falando sobre sua vida pessoal, Britney faltou à audiência sobre a custódia dos filhos que tinha marcada para ontem (12 de Dezembro). Ela alegou estar doente devido a ansiedade excessiva.
Essa é a terceira vez que a cantora falta a uma audiência, mas a primeira que foi ordenada pelo tribunal.

Muito ruim para ela, já que a ausência dá argumentos suficientes ao advogado do marido, Kevin Federline, para pedir a custódia total dos filhos do casal. Atualmente, Brit pode ficar com os filhos três vezes por semana.

O Dia Em Que Me Tornei São-Paulino



Atenção São Paulinos de Plantão!
O ator Selton Mello (estreando na literatura) faz uma viagem no tempo, para o passado e para o futuro, e nos conta que um jogo de 1987 foi o responsável por ele vestir o manto são-paulino. Além da história ilustrada, o livro traz um almanaque completo, com todas as informações que o leitor precisa para conhecer a história de seu clube do coração, como as conquistas, o hino, as maiores goleadas, os grandes craques.

O Livro se chama O Dia que Me Tornei São Paulino.
Custa apenas R$19,90 e você pode adquirir pelo telefone 0800 140090.
TUDO NOSSO!

Brasileira é eleita a modelo nº 1 do mundo



A modelo brasileira Raquel Zimmermann, 25 anos, chegou ao posto de modelo nº 1 do mundo de acordo com o ranking do conceituado site www.models.com. Na quinta colocação, aparece a também brasileira Carol Trentini.

Ainda neste ano Raquel também foi eleita pelo site www.style.com como uma das mulheres mais elegantes do planeta.

A modelo gaúcha pode ser vista em diversas capas de revistas internacionais e campanhas de grifes famosas como Fendi, Gucci by Gucci e Calvin Klein.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Confira a lista dos indicados ao Globo de Ouro 2008; 'Desejo e Reparação' lidera


Saiu nesta quinta-feira, dia 13/12, os indicados ao Globo de Ouro 2008.
Na categoria cinema, quem lidera é o drama Desejo e Reparação (Atonement), com Keira Knightley (Piratas do Caribe) no papel principal.

O filme teve 7 indicações, entre elas de Melhor Filme e Melhor Atriz para Knightley.
Outros filmes indicados foram Jogos do Poder (com Tom Hanks e Julia Roberts), O Gângster (com Russel Crowe e Denzel Washington) e Sweeney Todd (com Johnny Depp). Desejo e Reparação estréia dia 15 de fevereiro no Brasil.

Na categria TV, os destaques ficam para as novatas Pushing Daisies, Californication e Samantha Who?, além das veteranas The Office, House, Grey's Anatomy e 30 Rock.
Vale lembrar que o Globo de Ouro é uma das premiações de TV e Cinema mais importantes dos Estados Unidos e serve como uma boa prévia do Oscar, que acontece no mês seguinte.

A 65ª cerimônia do Globo de Ouro acontece no dia 13 de janeiro em Los Angeles.
Veja abaixo os indicados:

Melhor Filme Dramático

O Gângster
Desejo e Reparação
Senhores do Crime
The Great Debaters
Conduta de Risco
Onde os Fracos Não Tem Vez
There Will Be Blood

Melhor Atriz Dramática

Cate Blanchett por Elizabeth: The Golden Age
Julie Christie por Away from Her
Jodie Foster por The Brave One
Angelina Jolie por O Preço da Coragem
Keira Knightley por Desejo e Reparação

Melhor Ator Dramático

George Clooney por Conduta de Risco
Daniel Day-Lewis por There Will Be Blood
James McAvoy por Desejo e Reparação
Viggo Mortensen por Senhores do Crime
Denzel Washington por O Gângster

Melhor Filme de Comédia ou Musical

Across The Universe
Jogos do Poder
Hairspray - Em Busca de Um Sonho
Juno
Sweeney Todd

Melhor Atriz de Comédia ou Musical

Amy Adams por Encantada
Nikki Blonsky por Hairspray - Em Busca de Um Sonho
Helena Bonham Carter por Sweeney Todd
Marion Cotillard por Piaf
Ellen Pade por Juno

Melhor Ator de Comédia ou Musical

Johnny Depp por Sweeney Todd
Ryan Gosling por Lars And The Real Girl
Tom Hanks por Jogos do Poder
Philip Seymor Hoffman por The Savages
John C. Reilley por Walk Hard: The Dewey Cox Story

Melhor Animação

Bee Movie - A História de Uma Abelha
Ratatouille
Os Simpsons - O Filme

Melhor Filme Estrangeiro

4 Meses, 3 Semanas e 2 dias
The Diving Bell And The Butterfly
O Caçador de Pipas
Lust, Caution
Persepolis

Melhor Atriz Coadjuvante

Cate Blanchett por I'm Not There
Julia Roberts por Jogos do Poder
Saoirse Ronan por Desejo e Reparação
Amy Ryan por Gone Baby Gone
Tilda Swinton por Conduta de Risco

Melhor Ator Coadjuvante

Casey Affleck por O Assassinato De Jesse James Pelo Covarde Robert Ford
Javier Bardem por Onde os Fracos Não Tem Vez
Philip Seymor Hoffman por Jogos do Poder
John Travolta por Hairspray - Em Busca de um Sonho
Tom Wilkinson por Conduta de Risco

Melhor Diretor

Tim Burton por Sweeney Todd
Ethan Coen e Joe Coen por Onde os Fracos Não Tem Vez
Julian Schnabel por The Diving Bell And The Butterfly
Ridley Scott por O Gângster
Joe Wright por Desejo e Reparação

Melhor Roteiro

Christopher Hampton por Desejo e Reparação
Aaron Sorkin por Jogos do Poder
Ronald Harwood por The Diving Bell And The Butterfly
Diablo Cody por Juno
Joel Coen e Ethan Coen por Onde os Fracos Não Têm Vez

Melhor Canção

"That's How You Know" por Encantada
"Grace Is Gone" por Grace Is Gone
"Guaranteed" por Into the Wild
"Despedida" por O Amor nos Tempos do Cólera
"Walk Hard" por Walk Hard: The Dewey Cox Story

Melhor Trilha Sonora

Dario Marianelli por Desejo e Reparação
Howard Shore por Senhores do Crime
Clint Eastwood por Grace Is Gone
Michael Brook por Into the Wild
Alberto Iglesias por O Caçador de Pipas

Melhor Série Dramática:

Amor imenso
Damages
Grey's Anatomy
House
Mad Men
Os Tudors

Melhor Série Cômica:

Californication
Entourage
Extras
Pushing Daisies
30 Rock

Melhor Minissérie ou Filme para Televisão:

Bury My Heart at Wounded Knee
The Company
Longford
The State Within
Five Days

Melhor Ator em Minissérie ou filme para Televisão:

Adam Beach por Bury My Heart at Wounded Knee
Jim Broadbent por Longford
Ernest Borgnine por A Grandpa for Christmas
Jason Isaacs por The State Within
James Nesbitt por Jekyll

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para Televisão:

Bryce Dallas Howard por As You Like It
Queen Latifah por Life Support
Debra Messing por The Starter Wife
Sissy Spacek por Pictures of Hollis Woods
Ruth Wilson por Jane Eyre

Melhor Ator em Série Cômica:

Alec Baldwin por 30 Rock
Steve Carell por The Office
David Duchovny por Californication
Ricky Gervais por Extras
Lee Pace por Pushing Daisies

Melhor Atriz em Serie Cômica:

Christina Applegate por Samantha Who?
America Ferrera por Ugly Betty
Tina Fey por 30 Rock
Anna Friel por Pushing Daisies
Mary-Louise Parker por Weeds

Melhor Ator em Série Dramática:

Michael C. Hall por Dexter
Hugh Laurie por House
Bill Paxton por Amor Imenso
Jon Hamm por Mad Men
Jonathan Rhys Meyers por Os Tudors

Melhor Atriz em Série Dramática:

Patricia Arquette por Medium
Glenn Close por Damages
Minnie Driver por The Riches
Edie Falco por Família Soprano
Sally Field por Brothers & Sisters
Holly Hunter por Saving Grace
Kyra Sedgwick por The Closer

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV

Ted Danson por Damages
Kevin Dillon por Entourage
Jeremy Piven por Entourage
Andy Serkis por Longford
William Shatner por Justiça sem Limites
Donald Sutherland por Dirty Sexy Money

Melhor Atriz coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV

Rose Byrne por Damages
Katherine Heigl por Grey's Anatomy
Rachel Griffiths por Brothers & Sisters
Samantha Morton por Longford
Anna Paquin por Bury My Heart at Wounded Knee
Jaime Pressly por My Name Is Earl

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Não me sinto importante, diz Oscar Niemeyer ao "Times"




Às vésperas de completar 100 anos de idade, o arquiteto Oscar Niemeyer disse, em entrevista ao jornal britânico "The Times", que "não se sente particularmente importante".
"A data não é importante. A idade não é importante. O tempo não é importante. A arquitetura não é importante. O que nós criamos não é importante. Somos muito insignificantes", declarou. "O que é importante é ser tranqüilo e otimista."

A reportagem que contém a entrevista com Niemeyer, intitulada "O Rei das Curvas", ocupa duas páginas do caderno cultural do diário britânico, na edição desta quarta-feira. Nela, o jornalista Tom Dyckhoff compara seu encontro com o arquiteto, no Rio, como "o encontro com uma lenda, um nome saído dos livros de história, como Rodin, Picasso ou Jesse James".

"Este titã da arquitetura,... que definiu a cara do Brasil pós-Guerra,... que prefigurou o pós-modernismo na arquitetura,... que em sua juventude era a cara de Marlon Brando, é hoje tão encolhido e antigo quanto um vaso Ming", descreve Dyckhoff.
Niemeyer confessou ao "The Times" que, apesar de trabalhar todos os dias, tem sentido cada vez mais dificuldade.

Mas contou que simplesmente não consegue recusar um novo projeto.
"O que me faz levantar todas as manhãs é o mesmo de sempre: a luta, o comunismo puro e simples", disse.
Para o arquiteto, o mundo, a América do Sul, o Brasil e o Rio estão melhor hoje, "apesar de George W. Bush e das favelas".

"Fidel, Chávez, eles representam a luta de hoje. O capitalismo domina, mas ele vai fracassar. Tenho fé nisso. A revolução não pode parar", conclui.
Ainda no dia de hoje, Niemeyer foi agraciado com uma condecoração do Embaixador da França no Brasil, Antoine Pouillieute. A condecoração é uma das mais importantes homenagens do governo francês.

No final de novembro, Niemeyer foi condecorado pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com a Ordem do Mérito Cultural, também no Rio.
O centenário de Niemeyer será no próximo sábado, 15 de dezembro.
PARABÉNS cem vezes!!!

Ike Turner, ex-marido de Tina Turner, morre aos 76 anos


Ike Turner, ex-marido de Tina Turner, morreu aos 76 anos nesta quarta-feira em sua casa na região de San Diego, no Estado americano da Califórnia.
Scott M. Hanover, da Thrill Entertainment Group, disse que ele tinha morrido hoje de manhã. Era Scott que gerenciava a carreira musical de Turner.
A causa da morte não foi imediatamente anunciada.

Turner ficou conhecido por protagonizar violência doméstica contra a cantora. Ele tentou apagar esta imagens nos anos subseqüentes.
Ele realizou turnês pelo mundo com a sua banda Kings of Rhythm. Em 2007, ele ganhou um Grammy pelo album de blues "Risin' With the Blues".
No entanto, a imagem como um homem que abusava de drogas e espancava Tina Turner perdurou.

My Chemical Romance pode tocar no Brasil


Depois do 30 Seconds to Mars, agora é a vez de um dos maiores ícones do "emocore" vir ao Brasil. Pelo que tudo indica, os caras do My Chemical Romance devem desembarcar na terra do futebol, para divulgar o aclamado "Black Parade". Os shows devem rolar entre o fim de fevereiro e começo de março de 2008, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Além do Brasil, a turnê sul- americana deve passar pelo Chile e Argentina.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Diddy e Cassie estão namorando!


Mais um casal de famosos à vista!

Diddy pode estar namorando a cantora Cassie... de novo!

Para quem não sabe, os dois supostamente já teriam tido um caso no ano passado, quando ela assinou contrato com a gravadora dele, a Bad Boy.

Diddy estaria disposto a deixar sua vida de "mulherengo" para ficar com Cassie, famosa peli hit Me & You.

Uma fonte declarou à coluna do jornal New York Post, que o rapper tomou a decisão para "deixar para trás as várias mulheres que ele tem pelo mundo" e se acalmar, se estabelecer de uma vez.

A fonte ainda completa dizendo que Cassie terminou com o namorado recentemente, e resolveu ficar em Miami junto do nego agora. Eles estão super-íntimos e parece que Diddy está realmente apaixonado por ela.

MV Bill na area



Você pode não saber exatamente o que é o Hutúz, mas certamente já ouviu falar do documentário e do livro "Falcões, meninos do tráfico", do clipe "Soldado do Morro", do livro "Cabeça de porco"... Todos esses projetos têm a assinatura de MV Bill, um dos fundadores da Central Única das Favelas (Cufa), organizadora do Hutúz, que começou dia 4 e até o fim de novembro vai movimentar o cenário carioca com tudo o que há sobre hip hop no Brasil e no mundo.

Aos 32 anos, Bill, apesar do estilo fechado, tem uma legião de fãs no asfalto e na favela e transita pelo dois mundos como poucos. Durante o Hutúz, que este ano chega à sétima edição como o maior festival de hip hop do mundo, essas duas realidades se cruzam da forma mais harmônica e artística possível.

Foi na Cidade de Deus, onde mora e onde fica uma das sedes da Cufa, que Bill conversou sobre o Hutúz, que tem na programação batalhas de MCs, exibição de filmes, intervenções de grafite nas ruas, basquete de rua…. O festival é enorme e este ano chega à sétima edição como o maior festival de hip hop do mundo. A turma que está por trás do Hutúz é grande e, entre os organizadores, está a irmã de Bill, Nega Gizza, e Celso Athayde, o parceiro dele em vários projetos de livros, clipes e outros movimentos que tentam unir a Cidade Partida. Confira a entrevista por Ligia Andrade.

01. O Hutúz já considerado é o maior festival do segmento de hip hop do mundo. O que significa isto para o movimento?
É muito importante para dar visibilidade ao movimento do hip hop brasileiro, já que ele não tem espaço. Não existe uma rádio destinada a esse movimento, não há um programa que dê espaço a clipes de rap brasileiro. Eles não são exibidos. Os programas que existem preferem tocar música americana.

02. Quais as novidades do Hutúz este ano?
Este ano, haverá sessões de filmes que as pessoas não poderão ver em DVD, além de intervenções nas paredes com grafite, entre outras atividades. É maneiro porque tirou o foco da premiação. Em mais de 15 anos, nunca vi nenhum movimento desse porte em nenhum país.

03. Sua irmã, Nega Gizza, tem um trabalho social paralelo ao seu. Você acompanha os projetos dela na Cufa? Vocês conversam sobre isso?
A gente troca muita idéia... A demanda é muito grande. É música, palestra, Cufa, Hutúz... A gente se divide. Por exemplo: fico com a música e ela, com a Cufa, que conhece muito melhor do que eu.

04. Dia 19, será inaugurada mais uma filial da Cufa, em Pedra do Sapo, em Olaria, subúrbio do Rio. O que isso significa?
É um passo importante ampliar nacionalmente a Cufa. Ter sedes no Estado do Rio é importante, mas ampliar as coisas boas também é. Fazer a Cufa em outras cidades, aumentar o número de pessoas que serão ajudadas com a criação de uma nova casa, é muito bom.

05. Qual a importância da criação do Dia da Favela, 4 de novembro, mesmo dia que começou oficialmente o Hutúz?
Essa data é importante. Não para para comemorar com fogos de Natal, mas para ser um feriado de reflexão do que precisa ser resolvido. A favela não pode ser lembrada só com matérias de corpos caídos no chão.

06. O seu trabalho mais recente, o CD 'Falcão - o bagulho é doido', é uma continuação do documentário 'Falcão – Meninos do tráfico'?
É importante para mostrar essa continuação do que existe na favela. As músicas que existem sempre falam do lado negativo. Queremos mostrar o outro lado, não só o do crime.

07. Você acha que evoluiu profissionalmente com este CD?
É difícil falar nisso. Cada trabalho é uma superação, porque não sou musicalmente formado. Não considero o melhor trabalho e, sim, um trabalho diferente. São fases diferentes. Cada trabalho é uma superação, porque não sou musicalmente formado.

08. Quais são seus próximos projetos?
Eu e Celso Athayde faremos mais um livro. Falaremos agora da presença feminina no ambiente do tráfico. Antes, a gente só falava dos caras. O nome do livro é “O crime de saia”. Está previsto pra sair no início de 2007. Também vou gravar o novo CD da Nega Gizza entre janeiro e fevereiro do ano que vem.

Will Smith é o mais novo astro no Hall da Fama


O sempre muito simpático, Will Smith, deixou as marcas de suas mãos e pés no aclamado Hall da Fama de Hollywood, lugar para as maiores lendas do cinema.

Com apenas 39 anos, o ator já fez vários sucessos de bilheteria como, MIB (1996) e Bad Boys (1995). Smith iniciou a sua carreira em 1990, atuando na série de TV americana, Fresh Prince of Bel-Air.

Tom Cruise também estava por lá para prestar homenagem ao seu grande amigo Smith.

Will Smith já foi indicado duas vezes ao Oscar, uma em 2002 por Ali, história do pugilista Muhammad Ali, e neste ano para o filme Á Procura da Felicidade.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Corinthians propõe aumento de 80% a Felipe, mas goleiro quer 300%


Como um funcionário de um time pode pedir aumento de sálario. Me ajuda a entender isso! Você pode sim ter sido o melhor do time, mas no conjunto, todos foram rebaixados. Achas justo, dá uma dessas agora?
O Corinthians anunciou nesta segunda-feira que vai oferecer um aumento salarial de 80% ao goleiro Felipe para que ele permaneça no clube para a próxima temporada, quando o time disputará a Série B do Campeonato Brasileiro. O atleta, no entanto, deverá exigir aumento de 300% para continuar.

Felipe, principal destaque da fraca campanha corintiana no Nacional, ganha atualmente R$ 30 mil. Em uma reunião nesta segunda-feira, procuradores do goleiro teriam pedido um salário de R$ 120 mil, bem acima dos R$ 55 mil oferecidos pelos corintianos. As conversas devem continuar nos próximos dias.
O dirigente do time Antônio Carlos disse que o goleiro tem contrato com o time até 2011, mas está sendo proposto sim um aumento para ele dá ordem de 80%, o que estpa dentro da realidade brasileira.

Uma conversa será efetuada nos próximos dias para se fazer um acerto ou não.
O Bragantino possui 25% dos direitos federativos do atleta. O Corinthians tem 50%, e os outros 25% pertencem a empresários.
O Fluminense já cogitou contratar Felipe para a disputa da Libertadores-2008. Segundo Marcelo Robalinho, empresário do goleiro, um clube espanhol também já o procurou para fazer uma oferta.

No domingo, após defender a seleção do Campeonato Brasileiro-2007 em amistoso disputado no Rio de Janeiro, Felipe disse ainda não saber qual será seu futuro.

Eu prefiro acreditar que isso num passa de marmelo, pro cara não ficar com o time na Segundona! Pode acreditar!

Avião gigante da Airbus pousa em São Paulo


O avião gigante da Airbus, o A380, pousou no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), por volta das 11h40 desta segunda-feira. À tarde, está prevista a realização de um vôo de apresentação para cerca de 200 autoridades e convidados. Para chegar a São Paulo, o avião saiu da França e passou pela Argentina.
Segundo a Airbus, o avião precisa de uma pista com 45 metros de largura e de 2.600 metros de comprimento para o pouso e decolagem de demonstração, por isso a escolha de Guarulhos, que atende às especificações.

Caso fosse uma operação regular, a aeronave precisaria de pistas mais largas para manobrar e pontes de embarque de dois andares para comodidade dos passageiros.
Com 73 metros de comprimento, 24,1 metros de altura e peso máximo de decolagem de 560 toneladas, o Airbus gigante é capaz de transportar mais de 800 passageiros em classe única.
O Brasil, no entanto, não deve ter o avião em operação tão cedo, já que a viagem de hoje é apenas promocional. A única empresa da América Latina que encomendou o A380 foi a Aerolíneas Argentinas, mas só deve recebê-lo em 2011, segundo a Airbus.

A Emirates Airlines também encomendou unidades do Airbus-A380 e deve recebê-los a partir de 2008, mas não deve usá-los nas rotas que opera ao Brasil tão cedo.
Outras duas companhias que operam vôos para o Brasil e que estão na lista de clientes Airbus são Lufthansa e Air France, que recebem os primeiros A380 em 2009, mas não devem operá-los em rotas que incluam o Brasil antes de 2010.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Duas grandes atrações são o destaque no Dia de Hoje




Agradeço a todos os emails e scraps do Orkut deixados pelo meu aniversário hoje.
Aos ouvintes, amigos, colegas de profissão e familiares, o meu muito Obrigado.
Valew mesmo! Tamo ae na atividade!
Abrass a Todos pela consideração.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Presídio feminino do Rio elege musa da unidade




A detenta Dione Pires, 26 anos, venceu o concurso Garota TB, da penitenciária Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ela está presa há dois anos e oito meses por roubo de carga. A jovem tem dois filhos, de 6 e 9 anos, e foi condenada a uma pena de 25 anos em regime fechado.
Dione disse que o grande presente que as detentas gostariam de receber é a liberdade. Ela agora espera ser vista de outra forma e não pelo que fez no passado.

O concurso Garota TB é realizado anualmente desde 2004. Esta edição contou com a adesão de 42 internas que passaram por uma pré-seleção. Desse total, 12 candidatas foram para a final e desfilaram nos estilos praia, esporte e gala.
O júri do concurso foi composto pelos cantores Gustavo Lins e Fernanda Abreu, assim como pelo deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), entre outros. Eles avaliaram os quesitos beleza, elegância e desenvoltura.

Todas as 12 finalistas ganharam um kit de maquiagem e a vencedora ganhou uma televisão. A segunda e terceira colocadas levaram um rádio. A preparação para o evento com maquiagem, unhas e cabelo, foi realizada no salão de beleza que funciona na própria unidade.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Seleção do Brasileiro consagra Ceni e defesa do São Paulo


Dono da melhor defesa do Nacional, com 19 gols sofridos em 38 partidas, o São Paulo dominou o setor na seleção do Campeonato Brasileiro, divulgada nesta segunda-feira em solenidade no Theatro Municipal, no centro do Rio de Janeiro. O time teve o maior número de premiados: cinco, além do técnico Muricy Ramalho, e levou também os prêmios de Revelação, com Breno, e Craque da Torcida e do Brasileiro, com Rogério Ceni.
Rogério Ceni (melhor goleiro), Breno (zagueiro pela direita) e Miranda (zagueiro pela esquerda) receberam seus respectivos troféus das mãos dos atores Marcos Palmeira e Tony Ramos. Completam a defesa o lateral-direito Leonardo Moura, do Flamengo, e o lateral-esquerdo Kléber, do Santos.

O São Paulo também marcou presença no meio-campo, setor mais próximo da defesa, com os prêmios de Hernanes (volante pela direita) e Richarlyson (volante pela esquerda). Na parte de criação da equipe, foram eleitos Ibson, do Flamengo (meia-direita) e Valdivia, do Palmeiras (meia-esquerda), com Acosta, do Náutico, e Josiel, do Paraná, formando o ataque.
O Craque do Brasileiro, pelo segundo ano consecutivo, foi Rogério Ceni, do São Paulo, capitão da equipe na conquista da competição. O goleiro também ganhou o prêmio Craque da Torcida, em votação realizada pela Internet, com 51% dos votos do público.

Outro são-paulino recebeu mais de um prêmio: o jovem zagueiro Breno, 18 anos, que levou o troféu de Revelação do Brasileiro. Leonardo Gaciba (Fifa-RS) ficou com o título de Melhor Árbitro e o Flamengo, dono da maior média de público do Brasileiro, triunfou no quesito Melhor Torcida.
Torcedores estiveram presentes no Theatro Municipal e roubaram a cena em três ocasiões. Primeiro quando gritaram por Felipe, do Corinthians, no momento em que Rogério Ceni era premiado como o melhor goleiro. Já entre os técnicos, a eleição de Muricy Ramalho, sua terceira seguida, não foi bem aceita, já que Joel Santana, do Flamengo, ficou em segundo.

Antes de Muricy ser premiado, Leandro Amaral, do Vasco, subiu ao palco e ganhou o troféu de prata na escolha do melhor atacante do Brasileiro. Alguns torcedores não pouparam o jogador e gritaram "vice de novo", em alusão às derrotas do time cruzmaltino diante do Flamengo, um de seus maiores rivais, em recentes decisões de campeonato.

Confira os vencedores

Goleiro
Rogério Ceni (São Paulo)

Lateral-direito
Leonardo Moura (Flamengo)

Zagueiro pela direita
Breno (São Paulo)

Zagueiro pela esquerda
Miranda (São Paulo)

Lateral-esquerdo
Kléber (Santos)

Volante pela direita
Hernanes (São Paulo)

Volante pela esquerda
Richarlyson (São Paulo)

Meia-direita
Ibson (Flamengo)

Meia-esquerda
Valdívia (Palmeiras)

Atacante
Acosta (Náutico)

Centroavante
Josiel (Paraná)

Técnico
Muricy Ramalho (São Paulo)

Craque do Brasileiro
Rogério Ceni (São Paulo)

Craque da Torcida
Rogério Ceni (São Paulo)

Revelação
Breno (São Paulo)

Árbitro
Leonardo Gaciba (Fifa-RS)

Melhor Torcida
Flamengo

Começa venda de ingressos para o show do Iron Maiden


Os ingressos para a sétima apresentação do Iron Maiden no Brasil começam a ser vendidos nesta quarta. Quem quiser conferir de perto o show dos ingleses no estádio do Parque Antarctica, dia 02 de março de 2008, terá que desembolsar entre R$ 100 e R$ 250.
A venda será feita pela internet (www.ticketmaster.com.br) e pelo telefone 6846-6000.
Quem não for de São Paulo e quiser garantir presença no show da turnê Somewhere Back in Time terá que ligar para 0300 789-6846. Depois de tocar na capital paulista, o Iron segue para Curitiba (4) e Porto Alegre (5).

Rádio dos EUA contrata locutor que fez comentários racistas em programa


O radialista americano Don Imus voltará a apresentar um programa mais de oito meses depois de ser demitido por fazer, ao vivo, comentários racistas sobre uma equipe de basquete de maioria negra, em abril deste ano.
Durante seu programa na rede CBS, Imus chamou as jogadoras do time de "prostitutas de cabelo pixaim" ("nappy-headed hos").

O locutor não fez nenhum pronunciamento até agora sobre o episódio. "Esta questão é parte do drama de seu retorno", afirmou Michael Harrison, publisher da revista Talkers, voltada para a indústria.
Na ocasião, Imus admitiu que seus comentários foram "realmente estúpidos", mas que já havia pedido desculpas o suficiente e não reclamaria de seu destino.

A primeira transmissão do novo programa, pela rede local WABC-AM e RFD-TV na televisão a cabo, será exibida da câmara legislativa em Times Square (centro de Nova York). Algumas entradas foram colocadas à venda e toda a renda será doada a um projeto voltado a crianças com câncer gerido por Imus.
Quase nada sobre o novo programa foi divulgado. Sabe-se apenas que o show terá 4h de duração e contará com convidados diários, entre eles pelo menos uma pessoa negra. Um porta-voz de Imus não confirmou as informações.

Críticas

Os críticos de Imus, como os líderes dos direitos civis americanos Al Sharpton e Jesse Jackson, afirmaram que não farão comentários sobre o retorno de Imus à mídia.
Nesta sexta-feira (30), em Boston (Massachusetts), um grupo de líderes de comunidades negras protestaram contra a transmissão do programa de Don Imus.

O popular locutor Howard Stern --considerado um dos maiores radialistas dos EUA e na 13ª posição da lista dos mais poderosos do mundo, segundo a Forbes-- afirmou que a carreira de Imus já superou o auge. "Agora, não acho ele relevante."
Ácido como sempre, Stern acredita que Imus não ficará no ar por mais de uma semana. "É como um rodeio: quanto tempo você consegue ficar sobre um touro? Veja por quanto tempo você conseguira ouvir Imus."

Os empresários responsáveis pelo retorno do radialista dizem que Imus "aprendeu sua lição" e "esta é uma oportunidade para aumentar as verbas publicitárias [da WABC-AM]", afirmou Phil Boyce, diretor do programa. Imus rendia, à CBS, cerca de US$ 15 milhões por ano em lucros. "Obviamente, estamos fazendo isso por causa dos lucros."

domingo, 2 de dezembro de 2007

Kaká supera Messi e Cristiano Ronaldo e leva Bola de Ouro de melhor do mundo


Principal favorito ao prêmio, o meio-campista brasileiro Kaká, do Milan, confirmou as expectativas e conquistou neste domingo a Bola de Ouro-2007, prêmio concedido pela revista francesa "France Football" ao melhor jogador do futebol mundial no ano.

No ano passado, o prêmio ficou com o zagueiro italiano Fabio Cannavaro, que também foi eleito o melhor do mundo pela Fifa.

Kaká, com 444 votos, superou o meia-atacante Messi, do Barcelona, terceiro colocado, com 255 votos, e o meia-atacante português Cristiano Ronaldo, do Manchester United, que ficou em segundo, com 277 votos.

Outro brasileiro, o atacante Robinho, que também tinha ficado entre os dez finalistas, ficou na nona colocação, com 24 votos.

Daniel Alves, do Sevilla, Diego, do Werder Bremen, Ronaldinho, do Barcelona, e Rogério Ceni, do São Paulo, chegaram a fazer parte da primeira lista de concorrentes ao prêmio.

Kaká também disputa com Messi e Cristiano Ronaldo o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa, em prêmio que será entregue no dia 17 de dezembro. O brasileiro também é favorito para levar este prêmio.

Campeão da Copa dos Campeões com o Milan, Kaká já foi escolhido o jogador do ano pelo FIFPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol).

A Bola de Ouro, que é entregue desde 1956, já teve outros três brasileiros como vencedores: Ronaldo, em 1997 e 2002, Rivaldo, em 1999, e Ronaldinho, em 2005.

Íntegra da entrevista de Mano Brown ao Roda Viva da TV Cultura


A íntegra da entrevista fornecida pela assessoria de imprensa da RTV Cultura, de São Paulo. Apresentação de Paulo Markun.

PAULO MARKUN: Boa noite!

Ele considera que o principal conflito de hoje no Brasil é, em primeiro lugar, o do rico com o pobre e, em segundo, do preto com o preto e, em terceiro lugar, o do branco com o preto.

À frente de um dos mais importantes grupos do rap brasileiro, o que mais público atrai para seus shows de rua e que já vendeu mais de um milhão de CDs, ele é considerado a voz da periferia pobre de São Paulo. E faz da sua música um protesto e uma denúncia contra o racismo, o crescimento urbano caótico e a dura vida nos bolsões de pobreza da cidade. Numa rara aparição na TV, Mano Brown está hoje no centro do Roda Viva.

Ele é líder e vocalista dos racionais MC´s, grupo de rap que surgiu há e mais de 20 anos no capão redondo, região de Campo Limpo, numa das áreas mais populosas e pobres da zona sul de São Paulo. Você acompanha a entrevista num instante.

>> PAULO MARKUN: A música de Mano Brown e dos racionais MC´s deixa claro o conflito entre o centro e a periferia, entre o Brasil dos incluídos e dos excluídos. O grupo se transformou numa expressão das idéias sobre consciência negra no Brasil e fez dessa percepção sua marca no rap brasileiro.

>> Repórter: O rap surgiu na Jamaica, na década de 60, fora dos Estados Unidos e muito antes de estrelas como Eminem, Snoop Dogg e Public Enemy ganharem prêmios, com os aparelhos de sons nas ruas, líderes aproveitavam os intervalos das músicas para falar sobre as violências das favelas, racismo, drogas e a situação política. Com letras duras, o estilo do rap conquistou espaço e, em pouco tempo, estava presente em outros países, como França, Japão e Brasil.

O maior ícone do rap no país é Pedro Paulo Soares Pereira, pouco conhecido por esse nome, mas que não passa pela periferia sem ser reconhecido como Mano Brown. Líder do maior grupo de rap do Brasil, os racionais MC´s, ele é um dos artistas mais ouvidos nas regiões mais pobres do país. O grupo formado em São Paulo em 1988 tem, além de Mano Brown, Ice Blue, Edy Rock e o DJ KL Jay, nesse ano eles participaram com duas faixas na coletânea "consciência black". Dois anos depois, em 1990, saiu o primeiro disco do grupo, o "holocausto urbano", com denúncias de racismo e da miséria na periferia de São Paulo. Em 1997, com o disco "sobrevivendo no inferno", os racionais MC´s venderam mais de 500 mil cópias sem uma grande rede de distribuição por trás e ganharam vários prêmios. O DVD "mil trutas, mil tretas", foi lançado em 2007 com shows, extras e um documentário sobre a história dos bailes black na periferia de São Paulo. O vocalista do grupo racionais MC´s diz que a consciência de raça do líder negro americano Malcolm X o fez entender coisas que estavam ao seu lado e que ele não entendia. Já interrompeu shows para conter brigas na platéia e para fazer discurso contra o álcool após ver um jovem bêbado entre os espectadores.

Avesso às tecnologias, não sabe mexer em computador e se considera uma pessoa rústica. O caráter durão herdou da mãe, que deixou a Bahia com 12 anos após brigar com o pai dela. Classifica o povo brasileiro como pacífico, mas já afirmou que pegaria em armas para fazer uma revolução.

Mano Brown raramente concede entrevistas e quase nunca faz shows fora da periferia. Já declarou que o seu verdadeiro público está lá. Foi quem o colocou no topo e precisa ouvir o que ele tem a dizer. Atualmente atinge também a classe média, falando de drogas e marginalidade.

>> Ah, se a vida fosse sempre assim, o palco, o show-

>> PAULO MARKUN: Para entrevistar o líder dos racionais MC´s, Mano Brown nós convidamos Paulo Lins, escritor, professor de literatura e roteirista de cinema. Convidamos Renato Lombardi, jornalista da TV Cultura. Maria Rita Kehl, psicanalista. Ricardo Franca Cruz, editor-chefe da revista Rolling Stone Brasil. José Nêumane, editorialista do jornal da tarde, comentarista da rádio Jovem Pan e do SBT. Paulo Lima, editor da Trip. Temos o cartunista Paulo Caruso. O Roda Viva é transmitido em rede nacional de TV para rede pública em todo o Brasil e também por meio da rádio cultura AM em 1200 kHz. Para você participar do programa você pode fazer sua pergunta pelo telefone: 3677-1310 ou pelo Fax. 3677-1311. E pode também mandar a pergunta, sua crítica, sua sugestão pela internet acessando o site do programa: www.tvcultura.com.br/rodaviva. E você manda o seu e-mail. Boa noite, Mano Brown.

>> MANO BROWN: Boa noite.

>> PAULO MARKUN: Numa das poucas entrevistas que você concedeu e que a gente acompanhou aqui pela pesquisa feita pelo Roda Viva, você se define como uma espécie de espelho, um espelho que retrata a realidade. Nesses quase 20 anos em que você está na estrada como artista, como compositor, o espelho Mano Brown registra alguma coisa de melhor ou a realidade piorou de lá para cá?

>> MANO BROWN: Ah, diria diferente. Diferente. Você dizer que melhorou pode parecer assim, melhorou um grão de areia, entendeu?

>> PAULO MARKUN: Sei.

>> MANO BROWN: Dentro do que a gente vê que precisa ser melhorado, então, eu me recuso a dizer que melhorou, mas também não sou cego de perceber mudanças, mudou. Mudar, mudou. Entendeu? Mudou para agora.

>> PAULO MARKUN: Menos do que deveria ser necessário?

>> MANO BROWN: Bem menos do que deveria, bem menos do que poderia.

>> PAULO MARKUN: E na arte? Quer dizer, você começou fazendo música sim, na periferia, mas só era ouvido lá. Você hoje você tem, e o seu grupo tem um espaço na chamada grande mídia. Isso mudou?

>> MANO BROWN: Eu não era ouvido nem lá.

>> PAULO MARKUN: Nem lá?

>> MANO BROWN: Não era ouvido nem lá, entendeu? Periferia é onde tem mais critério, mais bom gosto para a música. Entendeu? É onde se analisa mais se ouve mais, se ouve mais e se dá mais atenção, eu acho. Então, quando não é, não é, entendeu? Não tem meio termo, é, é, não é, não é. Periferia é assim. Então, quando a gente começou simplesmente não existia. Então, não tendo, as pessoas não entendiam o barato daquela roupa, as correntes grossas. Porque também no nosso bairro é... justamente a gente começou numa época onde o bairro nosso estava numa transição também.

Numa transição, vamos dizer assim, até violenta mesmo. Entendeu?

Hoje em dia você usa o boné, usa uma roupa, você anda numa banca de dez, quinze caras, tranqüilo. Antigamente você tinha que, não vou dizer disfarçar, mas houve uma época que... Na nossa quebrada você era um alvo, né?

Justo sério, extermínio, e foi justamente quando nasceu o racionais, nessa fase aí. Então, lá era mais difícil. Até do que nos outros lugares mesmo, lá na nossa quebrada era mais difícil.

>> PAULO MARKUN: Rita.

>> MARIA RITA KEHL: Eu queria saber o que você acha de movimentos sociais que surgiram também nesse tempo que os racionais estão aí na estrada? Tem um movimento lá no capão, quer dizer, não é no capão, em São Paulo, mas que é muito expressivo no capão que é MTST, movimento de trabalhadores sem-teto. Tem até uma ocupação lá que está brigando bastante e o MST mesmo, eu gostaria de saber a sua opinião sobre esses dois movimentos sociais se você é otimista com a presença deles no Brasil ou não?

>> MANO BROWN: Sim, então, junto com esses, eu vou dizer os que eu acompanho mais, certo? Tem alguns movimentos que são hoje, são organizados dentro do capão, que eu acompanho alguns de perto, esses eu considero como mudança real, tipo, ter o capão cidadão. É uma organização dos próprios moradores pelos moradores. Tipo, nós por nós, tá ligado?

Deles. Lá de moradores lá, pessoas que são criadas lá, nascidos lá.

Para com a população deles, os próprios parentes, filhos, afilhados, entendeu? Família, família nossa que todo mundo tem lá. Então, a gente é, eu acompanho de perto. As outras organizações talvez eu acompanhe de longe.

>> MARIA RITA KEHL: E de longe o que você acha do MST? Perguntando de cara?

>> MANO BROWN: O que eu acompanho de longe, eu acompanho que tem um cara preso, certo, lutando que é por uma causa que não é só dele, dê milhões. Ele vai, pelo que eu estou vendo, vai pagar sozinho, não é isso?

>> MARIA RITA KEHL: Eu acho que não. Muita gente presa.

>> MANO BROWN: Estão querendo por o cara preso que está lutando por uma causa que é de muitos. Eu acho que é José Rainha, é isso?

>> MARIA RITA KEHL: Isso.

>> MANO BROWN: Eu até tenho que dizer que eu sou um cara que leio pouco mesmo, sou mal informado sobre muitas coisas. Mas, as coisas que me interessam, eu me informo, entendeu?

>> Brown, nessa linha, por exemplo, o que está acontecendo em Brasília é um negócio que você presta atenção? Essa movimentação toda, esses escândalos de corrupção? Você se liga nisso acompanha de perto?

>> MANO BROWN: Não de perto, mas eu acompanho.

>> O que você está achando, por exemplo, da forma como o Presidente Lula tem se posicionado diante dessas confusões envolvendo o PT, dessas denúncias de corrupção e tal. Eu vi numa dessas entrevistas suas aqui dizendo que talvez o Lula tivesse melhor fora daquela cadeira de Presidente, que na tua opinião a cadeira mais solitária do país, né? Queria que você falasse um pouquinho do Lula, especificamente.

>> MANO BROWN: É... eu gosto do Lula. Sou eleitor do Lula. Apóio o Lula e falo bem do Lula em qualquer lugar. E não, não espero benefícios por isso.

Não conto com nenhum benefício vindo do Lula ou de qualquer que venha do PT. Se vier, firmeza. Mas não espero por isso. Eu acho que o Lula, ele é um cara que veio de baixo, certo. Ele sabe que dar a cabeça dos amigos dele para os inimigos ele não vai dar, entendeu? Ele vai esperar a justiça se fazer por conta própria e acho que ele está posicionado certo.

Acho que não é da índole dele entregar um amigo dele que deu mancada, entendeu? Ele não faria isso. Eu acho que ele sabe o que é que é isso.

Ele não faria isso. Agora, ele vai deixar descobrir e se descobrir é pau no gato, é lamentável.

>> Tem bandido no Poder Legislativo, tem ladrão no judiciário, tem ladrão no executivo. Tem empresário que rouba, que bota dinheiro para fora.

Cartola de futebol, até o jogador está fazendo isso. Então, a gente vive nisso há muitos anos, todo mundo sabe disso. É muito difícil falar com um garoto pobre, preto que vive na periferia, que ele tem que ser honesto? Diante desse exemplo? Por que eu falo isso? Porque você falou que é assim, ele se espelha em quem está mais perto. Agora, o exemplo do Brasil, se a gente for ver, de modo geral, é muito maior do que está perto, tem muito ladrão no Brasil todo.

Fica difícil você falar para uma criança sem pai, que passa fome e tal, que ele tem que ser honesto, que ele não pode roubar?

>> MANO BROWN: Eu chego a dizer que eu nem considero eles desonestos, né? Dentro da realidade das armas que eles têm para lutar, do que eles aprenderam como meio de sobrevivência eles são honestos. Eu tenho certeza que com os parceiros deles eles são honestos. Com a família deles eles são honestos. Com os manso que estão presos eles são honestos. Tá ligado? Eles são honestos com quem é honesto com eles. Entendeu? Onde está a honestidade são valores, né?

Quando você fala que um assaltante de banco é desonesto você tem que olhar para a sociedade se a nossa sociedade é honesta. A nossa sociedade, eu costumo falar para os mano, quando a gente está conversando, que a nossa sociedade é criminosa. É omissa. Ela é cega quando quer, surda quando quer.

Omissão é crime, né? Não é? Então, acho que se você for categoria de criminosos, entendeu? Tá todo mundo na mesma, na igual.

>> Mas essa a saída não seria a lei para todo mundo?

>> Mas a lei não é para todo mundo, nunca vai ser para todo mundo. Nunca vai ser para todo mundo.

>> Mas, espera aí, a maioria do povo lá no capão redondo na periferia de São Paulo, nos bairros pobres.

>> JOSÉ NÊUMANE PINTO: A maioria é honesta, a maioria trabalha, a maioria caminha, vai a pé da sua casa, esse é o verdadeiro herói brasileiro. O herói brasileiro não é o que se torna bandido para se dar bem. O herói brasileiro é aquele que trabalha. E lá no capão redondo, de onde você vem, você sabe disso. Quer dizer, o Brasil é um país de cento e quarenta milhões de honestos reféns de vinte milhões de desonestos. Nós não podemos--

[INTERRUPÇÃO POR PROBLEMAS COM A CONEXÃO]

>> MANO BROWN: Uma casa, certo?

Não tinha uma estrutura mínima, nem o mínimo do mínimo. Tínhamos o quê? A minha família, os irmãos, tá ligado? O amigos, esses fortalecia, era o que a riqueza maior e é o que eu quero ter até enquanto eu tiver assim condições ter a minha maior riqueza que é os meus amigos, é o que eu tinha. Então, o que mudou hoje? Hoje eu tenho o meu carro, certo? Hoje a minha mãe mora numa casa que eu comprei com o meu dinheiro, certo? Com o rap. Comprei a Casa. Pode até parecer, pô, o cara está falando que ganhou dinheiro. É melhor do que enterrar o meu dinheiro numa boate, entendeu, meu? Parece que todo preto cantor tem que acabar na boate, acabar no boteco, na sarjeta e não vai ser assim, meu. Depender de nós, mudou isso vai, tem que acabar, mano? Entendeu? Então a gente procura fazer o quê?

Fazer estrutura, comprar uma casa para morar, tá ligado? Dar uma condição mínima para uma condição mínima. Entendeu?

>> RENATO LOMBARDI: Esse é o Mano Brown de hoje?

>> MANO BROWN: É, tem uma condição razoável que pode dizer assim: Agora dá para dizer, para tentar criar um filho, antigamente não tinha.

>> RENATO LOMBARDI: Qual a diferença do Mano Brown que cantava rapaz que falava de amor e falava dos próprios bailes. Você fuma o que vem, entope o nariz, bebe tudo o que vê, faça o diabo feliz. Como é que é essa mudança?

>> MANO BROWN: É, isso aí... a gente chama uma dura, vamos dizer assim, uma idéia mais séria.

>> PAULO MARKUN: Você acha que essa dura, essas duras emplacam?

Elas fazem à cabeça?

>> MANO BROWN: Sim, eu costumo, eu costumo receber assim, ouvir e também, nos parceiros, eu tenho os meus sócios, meus parceiros que eles também, eles cobram de mim e eu ouço deles, eu também falo para eles, e eles falam para mim, e eu falo para outros. A gente tem que o que falar. Tem o que falar.

>> RENATO LOMBARDI: O Brown na, pergunta do Lombardi na, tua resposta, Pedro Paulo, Pedro Paulo e Mano Brown não parecem ser a mesma pessoa. E lembrou um pouco essa história do Pelé, que criou essa separação entre o Edson e o Pelé quase como uma defesa de uma pessoa pública. O Pedro Paulo e o Mano Brown são a mesma pessoa ou não são?

>> MANO BROWN: São a mesma pessoa.

>> MARIA RITA KEHL: Eu quero te perguntar exatamente dessa questão dos amigos, dos manos, acho que é a coisa mais legal, não é um astro que quer se destacar, mas, ao contrário, quer estar cada vez mais junto dos amigos.

Eu acho isso como referência que você cria para o jovem muito mais importante do que o cara que se põe acima de todo mundo e os outros têm que admirar. Agora, você disse agora a pouco que o honesto é aquele que não trai os amigos. Agora a pouco na outra pergunta, não é? E no "Jesus chorou ali" você está claramente falando de traição. No Jesus chorou. Nada como um dia após outro dia.

>> MANO BROWN: Certo.

>> MARIA RITA KEHL: Você pode dizer um pouquinho no seu meio e com tudo o que você conquistou de amizade, de gente solidária a você o que é que é traição, atualmente?

>> MANO BROWN: Traição-

>> MARIA RITA KEHL: Aquela música é bem triste, mostra que está magoado.

>> MANO BROWN: Nessa música em si não se trata nem de uma traição, porque a pessoa que fala, na verdade ela não conhece. Ela não me conhece.

>> MARIA RITA KEHL: Ela ouviu dizer.

>> MANO BROWN: É, ela está passando a idéia ali, o que acontece ali,? Não é traição, traição quando você menos espera você. Mas não é um assunto que me, esse assunto traição, esses problemas da vida que é um problema comum a todos, e não só a mim, não sou diferente de ninguém. Não é um barato também que me preocupa tanto, entendeu? Tem coisa assim mais, que me preocupa mais do que isso. Hoje eu sou um cara que eu lido tranqüilo. Não tenho medo disso.

>> MARIA RITA KEHL: E a inveja das pessoas?

>> MANO BROWN: Não tenho medo também de inveja.

>> MARIA RITA KEHL: De estar melhor ter conquistado essas coisas.

>> MANO BROWN: Não tenho medo mesmo, não tenho porque não pode ter medo.

>> Você está falando dos parceiros agora, você tem um selo, lançou alguns discos agora tem a rapaziada do Rosana Bronx e tal, ouvindo o disco, percebe-se a sua mão, o seu dedo na produção executiva, como que você trabalha. O que você passa para eles, para esses seus amigos? Que tipo de direcionamento artístico você passa para eles?

>> MANO BROWN: É... para eles nunca ter vergonha de mostrar o que eles aprenderam, que eles sabem fazer. Nunca ter receio de expressar, de falar o que sente. Não ter medo de arriscar, de ser novo, de ser diferente. Amar a música. Amar a música, amar o que eles fazem. E estudar o que eles fazem.

Acho que eles são rappers, são músicos. E eles têm que ouvir a música e não só o rap.

[INTERRUPÇÃO POR PROBLEMAS COM A CONEXÃO]

>> PAULO MARKUN: Emendar a pergunta do rapper e colaborador do metrópolis, aqui da TV Cultura, Rappin Wood que é mais ou menos nessa linha e a gente junta as duas.

>> RAPPIN WOOD: Salve, salve, toda a rapaziada do Roda Viva, satisfação estar aqui vendo o Mano Brown sendo entrevistado. Brown, satisfação estar falando contigo, parceiro, você está ligado mil e ano. Para que é um rapper da antiga que veio daqueles bons tempos do metrô São Bento, o começo, o início na galeria 24 de maio. Eu queria saber de você qual a principal mudança que você vê no rap, no hip hop, daquele tempo para hoje em dia? E queria saber se você acha que essa mudança é positiva ou negativa? Valeu!

>> MANO BROWN: Beleza. Rappin Wood é parceiro. A primeira coisa que eu acho positivo foi o número, cresceu numericamente, isso aí se falar que é negativo, é positivo. Cresceu em números, hoje a gente vai no, de Norte a sul do Brasil tem grupo de rap, tem... posse, tem organização, tem uma ONG, tem um quartinho, tem um escritóriozinho ou escritório é na esquina, mas os moleques estão fazendo as coisas. Então a gente tem que ver que os números são a nosso favor, eu falava isso há 20 anos atrás, os números e pesam para o nosso lado.

Os números são nossos. Quem tem a maioria é nós, quem tem a massa somos nós tem que fazer esses pesos virar para nós.

[INTERRUPÇÃO POR PROBLEMAS COM A CONEXÃO]

>> Zona Leste! Amo vocês! Quantas vezes eu pensei e em me jogar. Mas aí a minha área é tudo o que eu tenho. A minha vida é aqui eu não consigo sair. É muito fácil fugir, mas eu não vou, não vou trair quem eu fui, quem eu sou...

>> PAULO MARKUN: Bem, esse é o trecho da música "fórmula mágica da paz" dos racionais MC´s. Grupo do qual faz parte Mano Brown, entrevistado de hoje no Roda Viva. Aliás, o programa completa nesta próxima sexta-feira 21 anos.

Mano Brown a música fala que não dá para sair, que fugir não é a solução.

Qual é a solução?

>> MANO BROWN: Você vê, essa música foi feita em noventa e oito, noventa e seis, eu morava na Cohab, já não moro mais. Pode parecer até contraditório. Aí o que acontece, problema de moradia na minha vida sempre foi muito constante, sempre foi o que, o problema da minha vida foi moradia.

Então, eu jurando lealdade a uma quebrada é até estranho porque eu morei 300 quebradas, morei de aluguel a vida toda, na mesma rua, morei em três casas, às vezes. Então, eu optei por ser leal. Entendeu? E o que é que é ser leal na periferia?

>> MANO BROWN: Ser leal é tentar investir, tentar participar, tentar, tentar pelo menos executar a pretensão, eu vou executar, não é assim. Isso aí depende da opinião, que depende de mil pessoas, mil mentes diferentes que entre inteligente e igual a você e que pensa diferente. Você tem que negociar. Periferia sei lá... Vamos fazer e tá feito. Você tem que negociar, tem que explicar por que. O dinheiro é escasso para investir tem que ter um por que.

Tem que investir certo. Não pode errar. Não tem espaço para errar. Não tem dinheiro sobrando para errar.

Então, você convencer as pessoas que dá para investir no bairro é um... era um barato que eu tinha na minha mente naquela época. Hoje eu acho que dá para você, eu até entendo se as pessoas quiser sair do bairro. Eu aprendi a entender isso. Porque existe lugares onde o problema é crônico, não vai resolver. Como você vai resolver uma situação de uma favela. Que é construída num terreno, vamos dizer assim, uma palavra íngreme, vai, que se usa.

>> PAULO MARKUN: Uma pirambeira?

>> MANO BROWN: Barrancão, o cara constrói a casa dele, gastou o dinheiro dele, sei lá de uma carreira, numa empresa, para construir uma estrutura de casa, construir, fazer um sobrado, dar um acabamento legal. Falou: Pô, tem gente que investiu a vida ali, ele vai ter que melhorar aquilo ali. Ele vai viver ali. Mas quem não quiser também tem o direito de sair. Você entendeu? Eu passei a ter essa visão depois dessa música. Entendeu? Quem quiser sair tem direito de sair. Tem direito de procurar um jeito de situar melhor porque eu também fui obrigado a sair. Não saí por opção, fui obrigado a sair, procurar um jeito de morar.

>> RENATO LOMBARDI: Independente das letras das suas músicas de orientação. O que mais o teu grupo faz para poder orientar, para poder abrir a cabeça das pessoas, dessa juventude toda que está aí com droga em tudo quanto é esquina? Com violência em tudo quanto é esquina? O que mais vocês fazem, independente das letras e dos, da mensagem que vocês passam?

>> MANO BROWN: Eu vou te falar um negócio cabuloso agora. Por incrível que pareça, o lugar onde tem menos violência hoje é uma favela, meu. Entendeu? Onde tem menos violência hoje é uma favela, você vai ver violência no asfalto. Dentro de uma favela tem controle.

>> RENATO LOMBARDI: De quem, do traficante?

>> MANO BROWN: Não, da população, da opinião da maioria e da justiça.

>> MARIA RITA KEHL: E a violência da polícia?

>> MANO BROWN: O certo tem que ser.

>> MARIA RITA KEHL: E a violência da polícia que você fala bastante das letras?

>> MANO BROWN: Sim, isso é outro assunto longo, né?

>> MARIA RITA KEHL: Não, a pergunta.

>> MANO BROWN: Que faz parte, se a comunidade não se une, se não tem alguém para unir a comunidade e ter uma organização mínima, vira alvo fácil para qualquer tipo de força exterior, polícia, ou outras forças ruins. Entendeu?

A polícia é a maior delas. A favela tem como eleita o inimigo nº 1 a polícia. Por quê? Não é o rap que decretou isso, o Brown não inventou isso.

>> MARIA RITA KEHL: Claro.

>> MANO BROWN: Eu na nasci as pessoas mais velhas falavam para mim: Fica longe de polícia, cuidado eles não gostam de mais.

>> RENATO LOMBARDI: Mas as mensagens que vocês passam, me explica, eu queria que você falasse um pouco disso. Essas mensagens que vocês passam, você conseguem entrar na cabeça, a letra é essa, o caminho é esse, eu vou cair fora do roubo, vou seguir o meu caminho. Você é um exemplo disso.

>> MANO BROWN: Eu sou uma exceção. Eu não diria que eu sou um exemplo porque eu não sou um exemplo nem para o meu filho.

>> RENATO LOMBARDI: Sim, mas você tem uma legião que acredita no que você canta, no que você passa.

>> MANO BROWN: Não, assim, tenho amigos, pessoas que gostam da música, mas eu não gosto seguir a música de outros músicos que eu gosto viver eram, eu gosto de Marvin Gaye, é impossível viver o que ele viveu, entendeu? Então, o que eu digo, qual é o meu exemplo, as pessoas que estão perto de mim me vêem, conhecem os meus defeitos e as minhas qualidades, elas sabem até onde a palavra vai ter efeito. Eu não posso achar que realmente eu estou cativando um exército de pessoas. Porque isso aí vai me atrapalhar.

>> RENATO LOMBARDI: Mas você sabe a responsabilidade que você tem?

>> MANO BROWN: Não sei.

>> RENATO LOMBARDI: Não sabe?

>> MANO BROWN: E não quero ter, entendeu?

Quero ser livre. Eu sou um cara livre. Esses fardos eu não aceito, não pego.

>> RENATO LOMBARDI: Tem... você canta: "nas ruas do sul eles me chamam Brown, maldito, vagabundo, mente criminal, que toma uma taça de champanhe e também curte tubaína, fanático, melodramático, bom vivant, depósito de mágoa". O que você quis dizer?

>> MANO BROWN: Sim, é muita idéia, né?

>> RENATO LOMBARDI: Mas é, me chamou a atenção aqui, realmente é...

>> MANO BROWN: Sim, a gente fala...

>> RENATO LOMBARDI: Vamos lá, vamos separar. Nas ruas do sul me chamam Brown, maldito, vagabundo mente criminal, fala um pouco sobre isso?

>> MANO BROWN: Antes de mais nada, é uma rima.

[Risos].

>> RENATO LOMBARDI: Sim, mas é pesado.

>> MANO BROWN: Para ficar legal, bem pá, você curte música, você tá ligado? E também a realidade também é explicitamente é isso mesmo, as pessoas me chamam de Brown mesmo.Eu sou criminoso sem ser. Ou sou, entendeu? Talvez eu seja realmente. Na verdade nós somos, todo mundo aqui é criminoso. Quando a gente aceita o Brasil que a gente vive e a gente está, tira onda vai tomar cerveja, comer pizza, fazer samba nós somos todos crime criminosos.

>> RENATO LOMBARDI: Por isso eu te falei da responsabilidade, eu sou jornalista, então a gente denuncia, a gente critica, a gente investiga. É o que é o teu caso, você passa a mensagem, a tua mensagem vai para muita gente, vai para o garoto de 12, 13 anos, até o adulto. Que está naquele, no barco que está para ir e não vai. Isso que eu perguntei.

>> MANO BROWN: Veja bem o mundo que a gente vive. Eu tenho que ter consciência que é o seguinte, os Racionais é um grupo de rap, o rap é um gênero. Existem outros vários gêneros musicais onde a juventude ouve.

Não ouve só o rap. A periferia não ouve só o rap.

Dentro da música negra tem pelo menos uns outros oito ritmos que disputam a preferência das mesmas pessoas. Dá ligado? Dentro da periferia, tem forró, forró isso, esse forró universitário, samba, samba aquilo é... reggae, reggae não sei o que, tá ligado? Tem várias divisões, todo mundo curte um som negro, algum som. Periferia curte um som negro mesmo, forró, tá, e o rap nacional é um, tem o rap americano ainda.

>> RENATO LOMBARDI: Quantas pessoas vão nos shows que vocês apresentam em média?

>> MANO BROWN: Relativo, já cantei para 20, já cantei para 20 mil.

>> PAULO MARKUN: Uma coisa, aliás, em relação ao rap, André Fernandes aqui de São Paulo pergunta: O que é diferente entre o rap americano e o brasileiro?

>> MANO BROWN: Acho que o rap americano é mais evoluído, eles alcançaram um lugar onde eles deveriam estar mesmo, hoje eles usam a favor deles, eles usam a máquina, a máquina é podre e eles estão fazendo, já que é podre e não vai melhorar eles fazem o dinheiro vir para o lado deles. A gente sabe.

>> PAULO MARKUN: Mas o discurso social lá não é tão forte como aqui.

>> MANO BROWN: Eu não estou na fase de exigir um controle de rap esse discurso social. O rap é um músico, acho que ele tem que falar de sociedade o que ele sente. Se não sente não tem que falar, não é porque é rapper que tem que falar de problema crônico, sociedade e tal. Acho que o cara tem que ser livre, o compositor, o letrista.

Você não pode chegar, pegar o moleque que está agora começando dentro da casa dele, num cômodo e jogar: Fala desses problemas aqui que é a sua cara. Jogar um fardo de 200 quilos nas costas do moleque sendo que dentro da casa dele ele não tem o mínimo para ele. Entendeu?

Ele tem que lutar pela vida dele, e o rap é isso também, é lutar pela sua própria vida também, individual, lutar pela sua sobrevivência.

>>>> Como é que você compõe? Como é o processo de composição para você? Como você bola uma letra dessa, como você chega nessas rimas? Como é que é a tua rotina nisso aí?

>> MANO BROWN: Primeiramente, a necessidade, se eu não cantar rap eu não como, certo? Eu tenho um filho para criar. Eu preciso cantar para viver, né? Então, eu preciso, de alguma forma, eu ia fazer algum

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[INTERRUPÇÃO POR PROBLEMAS COM A CONEXÃO]

Vê artistas e tal, dificilmente o cara ter um casamento estável e de muito tempo. Queria saber a importância disso para você se manter inteiro, né?

Ter um casamento sólido e já com, com longo tempo. Eu queria saber também de onde vem esse tipo de idéia, por exemplo, numa das tuas músicas aqui está, está dito o seguinte: Fale o que quiser, o que é verme o sangue bom tanto faz para a mulher. Não importa de onde vem nem para que se o que ela quer mesmo é sensação de poder. Acho que é estilo cachorra. Eu queria que você falasse um pouquinho da importância da mulher na sua vida e da mulher como um todo. Como é que é o rapper que encara a mulher.

>> MANO BROWN: Então, deixar uma coisa bem clara, né? Esse rap eu deixo ele de lado aqui, agora eu vou falar da minha mulher.

[Risos].

>> MANO BROWN: Não tem nada a ver uma coisa com a outra, certo? São assuntos diferentes. Bom, no caso do rap, além da brincadeira, é claro, para mexer com as mulheres para trazer um pouco de mulher para os rap também, elas gostam de provocação, a realidade é essa. Elas gostam. A partir do momento que você trata pelo menos, você relata ela como um... um ser inteligente, que já, em outras músicas já retrata como animal mesmo, como....

>> PAULO LIMA: Aquela história da loira burra, por exemplo.

>> MANO BROWN: Não vou dizer nomes de músicas, nem pensei nessa música, mas, por exemplo, assim, nessa música do racionais a gente não põe a mulher também como uma coisa desprezível. Ela usa a beleza dela, ela usa o charme, ela usa, ela sabe usar também. Tá ligado? E tem mulher também que não precisa usar nada, usa a inteligência só e já era. Né? É só música mesmo, entendeu? Quanto a família, você perguntou da família. Uma coisa que eu não gosto é de falar sobre a minha família, justamente para que dure mais. Tá ligado. Quanto menos expor mais dura.

>> O que é que te tira do sério, hein, Brown?

>> RENATO LOMBARDI: Futebol te tira do sério?

>> MANO BROWN: Tira do sério.

>> RENATO LOMBARDI: O Santos?

>> MANO BROWN: O Santos tira do sério demais.

[Risos].

>> MANO BROWN: Rouba vários domingos, vários domingos tristes.

>> RENATO LOMBARDI: Mas te leva à discussão, te leva...

>> MANO BROWN: À discussão.

>> RENATO LOMBARDI: Conta aí o último incidente que aconteceu com você que você...

>> MANO BROWN: Não, aquilo lá não foi... besteira, meu. Não tinha nada a ver não.

Você foi apartar a história ou como é vai apartar tudo a torcida jovem, teve uma discussão que a hora que o santos tomou o gol do Corinthians, ficou todo mundo tirar bravo, começou a se ofender mutuamente, os mais bravos começaram se atracando, foram para a delegacia, entendeu? Os caras que estavam mais nervosos mesmo, fanático. Eu fui um deles. Estava nervoso também, outro mano estava nervoso também, outro também. Todo mundo nervoso ia dar no quê? Coisa de jogo, nada a ver não.

>> O Brown, tem uma notícia muito engraçada, a manchete na verdade é engraçada, curiosa. De 2004. Junho de 2004: Mano Brown paga fiança é solto e chora. Não vou nem entrar nesse assunto dessa notícia. Mas queria saber a última vez que você chorou, se você lembra ou o que foi?

>> MANO BROWN: Essa manchete foi mentira, não chorei nada.

>> Você nunca chorou?

>> MANO BROWN: Lógico, já chorei. Quem nunca chorou.

>> Você se lembra da última vez.

>> MANO BROWN: Que eu chorei?

>> É.

>> MANO BROWN: Ah, quando... Sabotagem morreu. Eu lembro que eu chorei. Chorei assim... bem discretamente, né? Tem os irmãos que chorou muito mais aí. Mas eu... eu chorei por dentro e cheguei a chorar também porque foi um dia muito triste assim para nós, né? Foi um dia, marcou muito. De lá para cá, graças a Deus, não. Não precisou, não careceu, né?

>> MARIA RITA KEHL: Brown, deixa eu te perguntar uma coisa sobre a sua questão com as crianças, porque às vezes dá a impressão que está todo mundo aqui achando que os racionais poderiam resolver o problema da criminalidade, as perguntas são muito... assim, se você pode dar exemplo, se você pode convencer. Acho que não é por aí mesmo.

É a arte e você é excelente poeta. Acho que é por isso também que a sua música ultrapassa a questão da realidade local. Agora, tem uma música, no nada como um dia, que chama 12 de outubro, que o tema é uma criança que está revoltada com o dia da criança porque xingou a mãe que não deu presente e levou um tapa. Lembra dessa música?

>> MANO BROWN: Sim.

>> MARIA RITA KEHL: E aí você, na música, não sei se ela é sua?

>> MANO BROWN: Sim.

>> MARIA RITA KEHL: Você começa a dizer que é por isso que pode nascer um criminoso aí, está revoltado porque levou um tapa. E eu fiquei pensando: Bom, se essa cena é verdade ou não, não importa, pode ser inventada, mas que essa mãe que deu o tapa, ela pode estar desesperada porque justamente não conseguiu comprar o presente, né? Então, eu penso se o que levaria essa criança para o crime, essa revolta que levou um tapa. Essa criança inventada aí. Ou se é porque ela se vê numa sociedade em que tem tanta coisa sendo exibida para ela, que ela devia ter e que ela acha que não vale nada porque não tem. Isso me preocupa muito pela questão de como a gente, o valor das pessoas está ligado a isso.

>> MANO BROWN: Certo.

>> MARIA RITA KEHL: Às vezes o tapa da mãe não é tão grave para revoltar quanto esse sentimento de não valer nada.

>> MANO BROWN: Olha, essa música, ela é minha em parceria com o Silveira, né? É o homem que toca o violão. A música é mais dele do que minha, né?

>> MARIA RITA KEHL: Ah-hã.

>> MANO BROWN: Pelo certo, eu fui narrando uma coisa que tinha acontecido no caminho, nós estava indo para gravar e no caminho aconteceu isso, eu cheguei pensando, ele estava o violão tocando e saí falando, foi meio assim. Aconteceu rápido, né? E quanto à realidade do que estava acontecendo naquele momento. O que eu também, o... o que ali de uma certa forma os maninhos que estavam jogando bola com ele não estava na revolta que ele tava. Ele tava. Os outros mano já falou: Tomou o tapa na cara, xingou a mãe ele. Eles, os moleque que falou: O mano você brigou com a sua mãe.

É, me bateu, pá. Contou a história, não quis também se expor muito.

Eu falei: Pô, mano, topa um tapa na cara no dia das crianças, que presentão, né? É melhor não ganhar nada, mas, sei lá, um tapa na cara marca, né, meu?

Seja da mãe. A minha mãe mesmo nunca bateu na minha cara. Bateu, quebrava, mas não batia na cara, entendeu?

Então, eu acho que certas coisas humilha assim, marca.

E pode ser também um caso, esse caso também não é que vamos explorar esse caso que foi um caso. Não é todo mundo que é assim, mas existem pessoas que vivem assim.

>> PAULO MARKUN: Você fala muito da sua mãe e fala do seu pai com mágoa. Por quê?

>> MANO BROWN: Não, na verdade eu não tive o pai, né? Teve um pai mas eu não conheci, não conheço. Também não quero conhecer. Certo? Não faço questão. É... poucas coisas. Eu não tenho muita coisa para falar sobre pai, meu?

>> PAULO MARKUN: E você como pai?

>> MANO BROWN: Quando o pai parece com a gente, torce para o mesmo time, assim, é da hora. Eu não tive isso. Mas não tem problema, entendeu?

Não tenho, não tive problema relacionado à falta do meu pai.

>> PAULO MARKUN: E você hoje tenta suprir isso com os seus filhos ser um pai presente?

>> MANO BROWN: Não. Sou ausente. Infelizmente, eu sou ausente.

>> PAULO MARKUN: Por causa do trabalho, por causa da música? Ou é mesmo porque não está sempre perto?

>> MANO BROWN: Por causa do instinto, talvez, de ficar longe. E o trabalho, né?

>> PAULO MARKUN: Como do instinto?

>> MANO BROWN: Não sei, talvez eu não saiba lidar com essa história, eu não sei ser presente, eu não sei ser presente. Eu acho que eu sou um cara que eu, aonde eu estou muda, muda o.... Tira a paz do lugar, entendeu?

E a minha casa tem que ter um ritmo. Eu sou outro ritmo. Eu não quero que eles vivam na minha função, em função do que eu estou vivendo agora.

Porque eles têm a vida deles. Meu filho tem a vida dele. Eu não quero que ele seja um Brownzinho, ele não é.

>> O Brown, o que é amor para você? Pegando o gancho nessa história de filho, família etc. O que é amor? Como você define isso? O que isso representa na tua vida?

>> MANO BROWN: Amor é lealdade, compromisso, seriedade, responsabilidade com o seu irmão, com sua mulher, com seu filho pá.

>> Quer dizer, não é um negócio muito divertido?

>> MANO BROWN: É divertido quando você gosta. É divertido quando você gosta. Quando você não gosta, passa a ser trabalhoso, né? Quando você gosta, você faz por amor. Então, acho que amor é isso. Eu amo meu filho, amo minha mulher, amo minha mãe e amo meus amigos também, entendeu? Não tem como você, eu gosto do meu amigo e amo a minha esposa, você gosta do seu amigo, um dia você separa da mulher e o seu amigo fica ou vice e versa. Você tem que... o que é amor, né? Você vai falar: Você eu gosto. Você eu amo.

Acho que você gosta, né? Você gosta, você gosta, você ama, gostar e amar para mim é a mesma coisa.

>> PAULO MARKUN: A propósito da cultura da periferia, o Ferro esse que é autor de livros sobre o cotidiano violento do capão redondo em São Paulo tem uma pergunta.

>> O Brown, queria te fazer a seguinte pergunta: De uns tempos para cá a periferia vem fazendo a sua própria arte, tá ligado? A gente está fazendo os próprios CDs, as próprias roupas e as próprias músicas, eu queria saber se esse é o caminho certo realmente? Se a gente está fazendo a coisa certa? Se esse é o caminho viável para a periferia?

>> MANO BROWN: Sim. Ferro ex é um cara importante hoje, ele tem uma loja no Capão, Onda Sul, que é um fenômeno de venda, na minha opinião, de coisas relacionadas à marca dele, né? Boné, camisa, moleton, foi uma coisa que deu certo e é um exemplo. Porque outras grifes nasceram a partir dessa também. Apesar que a primeira grife foi a nossa, certo? Nós lançamos a vida louca, que a gente não vende, não temos loja que comercializa nada da vida louca, mas foi a primeira grife, a partir dessa vieram outras.Outras com fins lucrativos o que é justo.

>> Esse boné tem alguma coisa a ver com a grife, esse negócio de usar boné?

>> MANO BROWN: Não, esse boné é de uma família da Zona Leste DRR.

É uma posse, né? Que inclui vários grupos de rap aqui de movimento cultural, né, do bairro. E DRR, para os manos é a consciência humana, o negro, e outros irmãos, menos crime, irmãos de São Mateus. Uso aqui para homenagear os caras mesmo.

>> A questão da criminalidade dos bandidos realmente que estão ali de frente, estão armados e estão lá. A gente vê, eu vou fazer 50 anos e 30 de favela.

E vi que mudou bastante, né? E, sobretudo, pela questão das armas.

Antigamente o pessoal resolvia com 38, 32, 38 era uma arma pesada. Como você vê assim, nesse tempo que você tem que você tem de, você começou a analisar a vida, como é que a malandragem mudou muito? O traficante mudou muito? O ladrão mudou muito? Como é que está hoje?

>> MANO BROWN: Oh, mano. Vou te falar, falar de traficante é fo...

É... mesmo porque é como se a gente tivesse falando até dos nossos, entendeu? Os nossos amigos, da nossa família, do nosso parceiro, dos caras que está lado a lado, muitas vezes é o traficante que nós está falando.

>> Eu estou falando de sofrimento. Por exemplo aqui assim.

Por exemplo, hoje em dia são mais novos, são mais velhos. Essa é a questão, não é falar do traficante mas-

>> MANO BROWN: Os mais sábios.

>> Mas da dificuldade.

>> MANO BROWN: Os mais sábios estão conseguindo ficar mais velhos. E os que conseguiram se manter pegaram uma fase diferente. Eles, com certeza, eles acham mais fácil hoje, os mais velhos. Eles acham mais fácil. Hoje, você está falando sobre favela, sobre vida dentro da favela.

>> É.

>> MANO BROWN: Sim. O que é que é uma favela? Como é que é uma organização de uma favela? A gente sabe que a favela precisa da organização. Como é a organização da favela hoje? Quem é que sabe dos problemas da favela? O governo sabe? Não sabe.O assistente social sabe 70%, 50. O cara da ONG sabe 80. >> E quem é que sabe?

>> MANO BROWN: Quem está ela dentro, quem mora lá dentro, conhece todo mundo, conhece quem nasceu, que sabe dos problemas. Sabe quem está preso. Sabe quem está precisando de uma ajuda o filho de quem está precisando. É...

>> O traficante entra nessa fatia aí?

>> MANO BROWN: Eu não falo só o traficante, mas vamos dizer assim a favela tem a sua organização. Certo? A gente fala o traficante, vamos falar comerciante, vamos trocar esse termo, o traficante e usar comerciante.

>> PAULO MARKUN: Tudo bem, mas não tem favela em que você tem confronto entre quem é organização da favela, os moradores, a associação dos moradores e os comerciantes, como você chama?

>> MANO BROWN: Por exemplo, quem dá segurança para os comerciantes da favela? Quem protege a favela? A polícia protege? São perguntas. Perguntas geram outras, eu estou perguntando, quem protege?

>> PAULO MARKUN: Você vê a coisa como se fosse uma guerra?

>> MANO BROWN: Não vejo como guerra, eu vejo como uma situação.

>> MARIA RITA KEHL: Mas o traficante protege de quem, protege dele mesmo?

>> MANO BROWN: Não, ele protege do sistema.

>> MARIA RITA KEHL: Você fala muito nas luas letras.

>> MANO BROWN: O, entre aspas, que vocês chamam de traficante, eu chamo de comerciante, o cara que comercializa cocaína, vamos dizer assim já abertamente, ou a maconha, ou qualquer tipo de droga é um comerciante como qualquer outro.

>> MARIA RITA KEHL: Sim.

>> Que leva as pessoas para a cadeia ou para o cemitério.

>> MANO BROWN: Agora, o dono da 51 não tira a cadeia . A Ambev não tira cadeia. Se você tomar quatro latas de cerveja você vira o super homem na Marginal. Ele não vai tirar uma cadeia. Filho dele não vai ficar marginalizado como filho do presidiário. O que faz mais mal, uma dose de 51 ou o cigarro de maconha? Não estou perguntando se você usa? O que faz mais mal?

Teria que ter um médico aqui. Para se falar de droga tem que ter um médico.

>> Não precisa usar para saber, dá para responder, é 51, disparado.

>> MANO BROWN: Certo. Esses caras não vão presos, porque eles não são pretos, não são, certo, não são morador de favela, não são morador de periferia, eles não vão preso. Agora um comerciante de maconha ele vai preso.

Um usuário, ele vai preso. Agora, não vai mais porque a justiça é flagrante.

>> Você é a favor da legalização?

>> MANO BROWN: Se é para negar todas as drogas, nega todas. Entendeu? Para acabar a hipocrisia.

>> JOSÉ NÊUMANE PINTO: Você é a favor de legalizar?

>> MANO BROWN: Eu não sou a favor de nada, sou a favor que todo mundo vivesse bem e não precisasse de droga nenhuma para entender nada. Você conseguisse entender o mundo que você vive sem usar nada. Eu sou a favor disso. Mas quando você passa a não entender o mundo que você vive, você recorre a alguma coisa, quem sou eu para dizer que ele é isso, ele é aquilo, ele é B, C, traficante, usuário, eu não sou ninguém, meu. São situações. Você vive numa situação hoje que você está bem. Você é jornalista, você opina, você fala. Forma opinião. Amanhã você não sabe, mano? A vida é assim. Então a gente aprendeu isso. A vida é assim. Você está legal, amanhã você não sabe.

Você pode estar no beco dos tristes lá. Tá ligado? Você pode estar lá!

Então, os tristes estão lá no beco, vamos ver o que é que eles estão pensando em vez de recurso minar, falar que eles são o lixo ou falar que... né? Vamos lá ouvir o que eles, por que é que eles não se adaptam a nada, eles não gostam de nada? Por que é que eles preferem esse caminho e não o outro que vocês insistem que tem que ir?

>> PAULO MARKUN: Eu queria só pedir licença para fazer um rápido intervalo. Nós vamos continuar tratando desses e outros assuntos no Roda Viva. Dom Pixote do grupo "o time", nego Wando que é também do "o time", do Bronx e Negreta ambos do grupo "Rosana Bronx". E o programa Sr. Brasil apresentado por Rolando Boldrin recebe, amanhã, terça-feira, às nove da noite o grupo carioca MPB 4. A gente volta já já.

>> PAULO MARKUN: Estamos de volta com o Roda Viva que hoje entrevista Mano Brown, do grupo racionais MC´s. Mano, a pergunta é de Marcelo Mirisola. Ele pergunta o seguinte: Você já cogitou que preto pode pensar como branco e branco pode pensar como preto? E que as idéias podem acontecer independentemente da cor de quem pensa?

>> MANO BROWN: Na verdade é isso mesmo. Agora, são culturas diferentes, né? Com exceção dos maninhos que é branco e que mora lá dentro da quebrada, mora dentro da favela ali no cotidiano que ouve samba, curte rap, já anda igual, usa camisa listadinha, já é preto também. Fora do nosso mundo, você pode, aí você fala assim: O resto é branco.

>> PAULO MARKUN: Você-

>> MANO BROWN: Eu tenho um amigo que é branco de olho verde: você é negão, por quê? Ele anda igual, ele fala, ele curte, ele se veste é o mundo que ele vive.

>> PAULO MARKUN: É uma questão de classe social, se é branco?

>> MANO BROWN: Convívio, cultura, não basta ser pobre, você pode estar lá convivendo e não gostar. Você pode estar vivendo lá e não gostar. Tem cara que mora lá dentro e vira polícia justamente porque não gosta do que ele está vendo, ele não gosta dos caras que ele vê na rua, entendeu?

Você pode viver lá dentro e não gostar. Na verdade periferia é isso, mil pessoas e mil universos diferentes, mil mentes diferentes, mil inteligências.

>> Falando em pobreza e em convívio social que você está dizendo agora, tem uma entrevista tua de 2001 que tem uma fala sua, a seguinte: Dar condição para as pessoas ganharem o seu dinheiro, o povo não quer ganhar nada de graça. Ninguém quer ser filho de assistência social.

>> MANO BROWN: Isso. Favelado tem orgulho. Se o PT ganhar a eleição e começar a doar salário para as famílias que estão desempregadas com o tempo não vai dar mais resultado. O cara que vive do seguro do governo é a parte mais baixa da sociedade.

E o que você está achando dessa bolsa-família e dessa política do governo atual. Quer dizer, o PT ganhou a eleição e está fazendo exatamente isso que você falou. Como é que é a tua análise hoje dessa história de bolsa-família, por exemplo?

>> MANO BROWN: Bom, está ruim, mas tá bom, né? O invés, está bom, mas está ruim. Vamos dizer assim, não é a solução ideal. Eu acho que o trabalhador, o pai de família, ele tem orgulho próprio, ele quer manter a família dele independente da ajuda do governo. Não é uma coisa que ele vai se orgulhar e, pelo contrário, ele vai procurar até deixar discretamente. Se ele for um usuário desse benefício ele vai ser discreto ao máximo.

>> Isso balança o orgulho?

>> MANO BROWN: Vamos dizer assim não é uma coisa que humilhe também a pessoa, porque o governo tem certas obrigações com o seu povo. E dar o mínimo de estrutura, de escola, de ensino básico ou de um hospital decente, uma creche decente, uma escola decente é o mínimo. E uma renda mínima para você poder pôr seus filhos na escola, ter o material, uma roupa de escola e eles poder ter a alimentação que uma criança precisa para poder aprender, uma coisa é você comer, outra coisa é você comer para, e poder se desenvolver com o que você come. Tem certos tipos de comida que você, mano, você come e daqui a pouco você já está com fome e você não aprende nada porque a concentração é o básico da escola. Se você não está com fome só aquela comida que você comeu não fez, não fez a diferença, você não se concentra. Então, você não aprende.

E essas ONGs todas que estão entrando nas periferias do Brasil inteiro?

Aparentemente o lado rico da sociedade está entrando através das organizações não-governamentais etc.

Primeiro, eu queria saber se você está nas ações delas. Segundo eu queria saber se você acha que a motivação é deliberada, é uma tomada de consciência ou é mais culpa e medo?

>> MANO BROWN: Não.

Eu tenho, por exemplo, assim, por exemplo, tem lá no Capão tem a casa do Zezinho, certo? Que eu já visitei, conheci, conheço a tia dali. Uma pessoa que a gente vê o trabalho. A gente vê que ali não tem porque estar fingindo, porque estar querendo. O mundo dela é aquele ali mesmo, ela quer aquilo ali mesmo. Os troféus dela está ali mesmo. A gente vê. Eu não vou lá todo dia eu sei que é assim.

Então, eu acredito que existem pessoas realmente que estão a fim de mudar, de participar e fazer a mudança. Existe. No Capão se eu falar que o capão é um lugar desassistido, eu vou estar mentindo. É o lugar talvez hoje dentro das periferias de São Paulo um dos lugares mais assistidos por, organização não-governamental, por movimento. De vez em quando está com câmera no capão falando francês e inglês, o que está acontecendo aí.

>> E a criminalidades caiu lá completamente.

>> MANO BROWN: Sim, pergunta por quê? Porque a comunidade ajudou. A comunidade que faz acabar a violência, a polícia não faz.

>> Assim, aquele projeto da Marta, aquela escola. Eu visitei a escola e gostei muito na época. Como é que está o CEU hoje? O que é que você acha daquele projeto?

>> MANO BROWN: O CEU é um castelo. É o sonho do rapper. Acho que quando eu comecei a fazer letra de rap eu imaginar um lugar que nem o CEU.

Pô, não tem isso, não tem aquilo. Você pegar fim de semana no parque, fala daquilo ali.

>> MARIA RITA KEHL: Hum-hum.

>> MANO BROWN: E pô, quando a Marta perdeu a eleição, eu cheguei desacreditar até de mim mesmo. Eu falei: Pô não é possível. A mulher fez esse monte de escola aí para nós, para nós e nossos pivetes, nossos moleques e ela perdeu a eleição. Aí eu desde que lei o quê? Que a nossa classe é desse unida. E a classe rica é unida. A classe média, a finada classe média já que ainda se julga ser e a classe B e A, eles fizeram a Marta perder a eleição.

E a nossa classe, que tinha que ter elegido ela, a gente estava dividido.

>> PAULO MARKUN: Mas o CEU continua.

>> MANO BROWN: No momento da eleição eu encontrei os amigos divididos na urna.

>> MARIA RITA KEHL: O que dividiu, tipo-

>> MANO BROWN: Valores diferentes, valores que não deveriam nem ter vindo à tona. Tipo assim, a mulher separou do marido e está com outro cara um argentino. Umas pegadas que, tá ligado? Foi juntando uma coisa com outra. Foi gerando não vou dizer uma antipatia, mas vamos dizer assim, um desafeto assim. Tá ligado? Fala: Não, prefiro aquele outro lá com cara de.... Que não está com nada mesmo e vou votar nele mesmo.

Mas, todo mundo sabia que a Marta ia fazer a diferença. Mas votou contra.

Tá ligado? É um tipo de revolta que eu não entendo. Eu falei: Eu cheguei a discutir com os caras, como assim você vai votar no Serra, mano? Como assim-

>> Fechou o CEU?

>> MANO BROWN: Não, meu filho vai no CEU, meus sobrinhos vão no CEU, meus priminhos vão no CEU.

>> O CEU estava, hoje ele funciona do jeito que quando começou? Ou está-

>> MANO BROWN: Na verdade, o jeito que teria que funcionar realmente eu não sei como que teria que ser, 100%. Mas o que eu vi lá, eu acho que só de você estar lá dentro convivendo com aquelas coisas, tendo aquele universo para você viver ali dentro, explorar aquilo ali, já é uma glória. Agora, se vai dar resultado daqui a 20 anos nós vamos ver se vai sair um Beethoven lá do capão. Sair-

>> PAULO MARKUN: Quando você disse que leu a biografia do Malcolm X, o líder americano, numa das poucas entrevistas que li sua, você mencionava que queria sair de lá fazendo a revolução. O discurso que você faz hoje não é exatamente o da revolução, é? O que é que mudou?

>> MANO BROWN: Na verdade hoje eu me nego até dizer que eu tenho um discurso. Acho que discurso é corda para se enforcar, entendeu? Eu sou, eu procuro ser livre. Eu opino como cidadão. Não como político ou líder de nada.

Eu sou um cidadão. Eu opino, eu falo o que eu acho. E então eu já não me julgo. Eu estou dando o discurso porque na verdade eu estou falando uma coisa que eu sinto. Pode soar como discurso para outras pessoas, para mim não é discurso, entendeu? Então, eu nunca disse que eu tenho um discurso ou que eu vou mudar o meu discurso. Eu não tenho discurso.

>> Você conseguiu, Brown, fazer uma revolução interna no seu jeito de ser, de pensar? Você conseguiu lutar contra os seus, suas próprias contradições, seus próprios medos? Você consegue isso hoje?

>> MANO BROWN: Na verdade, as contradições só acabam quando morre, né? Tipo, eu era um cara, hoje eu estou de Nike no pé, mas eu já xinguei a Nike muito por aí. Entendeu? Mas eu descobri também que a Adidas não me dá nada se ficar falando mal da Nike. Eu derrubo um e levanto a outra. A Adidas é dos alemães, não são nada. Estou de Nike, o KL Jay não usa Nike, vai ver o Nike que o Blue tá no pé? Entendeu? É contradição, racionais é isso, é 4 caras, 4 mentes. 4 idéias, entendeu, meu? Eu sou o mais confuso dos quatro sou eu mesmo.

>> Como você vê a pirataria hoje, Brown?. Eu queria saber, essa... tem uma história de que na época do "sobrevivendo no inferno" houve um acordo entre racionais e ou camelôs ou quem fazia disco para vocês não perderem com essa venda dos piratas. E parece que isso, isso, um boato, um rumor e agora na época do DVD também houve isso. Eu queria saber se isso é verdade e como você vê a pirataria? Como você se protege da pirataria, porque afinal você é um artista.

>> MANO BROWN: Não tem como se proteger na pirataria, eu tenho vários amigos que trabalha no ramo.

>> PAULO MARKUN: Comerciantes.

>> MANO BROWN: Conheço os irmãos que estão na rua vendendo o Brown, assina aí, eu falo: Pirata eu não assino, irmão. Pô, mas é sobrevivência. Eu entendo, cara, na verdade quem fica rico é o chinês. Mas, é o ganha pão do irmão também. Então, como eu não sou polícia e também não vou andar com polícia prendendo 'pirateiro' que não é a minha, eu uso aquele slogan, vocês é a minha rádio, tocam o dia inteiro a minha música no centro da cidade e divulga aí e me ajuda. O que eu não ganho, em venda, eu ganho com outras coisas que eles me dão, a pirataria me dá notoriedade, me dá, põe a minha música na rua.

>> Esse papo de acordo é xaveco?

>> MANO BROWN: Não, não existe acordo. Tem um respeito, é uma classe também, são trabalhadores também. Se tivesse um meio melhor para trabalhar eles, com certeza, eles estariam lá, não iam estar correndo da GCM no centro, certo?

>> PAULO MARKUN: Vamos fazer mais um intervalo. Lembrando que a entrevista é acompanhado por Sérgio Ricardo, bancário, Caroline Zeferine, estudante de jornalismo, Pedro Calado, estudante de economia da PUC, Fausto Eike, bancário e Caio Blat, ator. E agora na próxima quinta-feira, 10:40 da noite, veja o debate sobre educação no Brasil, no programa "Opinião Nacional", com Alexandre Machado.

Até já!

>> PAULO MARKUN: Estamos de volta com o último bloco do Roda Viva. Hoje entrevistando Mano Brown, do Racionais MC´s. Pergunta de Elza da Silva Carlos, de Ribeirão Pires: O que é que você acha das cotas para negros?

>> MANO BROWN: Acho importante. Acho que o movimento negro está na vanguarda porque o ensino deveria ser realmente gratuito para todos e os negros estão na linha de frente nessa parte aí eu acho que politicamente nós estamos mais adiantados. Porque, na verdade, o ensino é... faculdade, a faculdade, o ensino superior, ele deveria ser gratuito. Na minha visão. Porque há países que, Cuba deixou de ser Nova Iorque para ser pelo menos Cuba.

Brasil não, quer ser Nova Iorque. Então, a gente esquece de fazer as coisas mais simples, como dar condições para as pessoas serem o máximo que elas puderem ser. E não tentar ser francês.

Tipo assim, se você dá condição para o brasileiro ser um homem no mundo, não digo só dentro do Brasil, dá condições de um homem comum brasileiro ter uma faculdade e ele ter um ensino superior, um ensino decente. Vai ser superior, eu digo um ensino, uma cultura que ele vai poder concorrer né... no mundo, né? No mercado do mundo, né, pelo emprego dele, você vai ter um país forte. Você vai ter um país bom. Se todas as pessoas tiver o ensino.

A partir do momento que você renega o ensino para a grande maioria e deixa uma minoria no poder perpétuo, trocando de pai para filho na mesma cadeira. Só trocando as pessoas, a família continua a mesma, os donos, entendeu?

Então, eu acho que isso faz o Brasil perder. Quando todos tiverem condições de ter um ensino, o Brasil vai ser, vai crescer, o Brasil todo. Entendeu?

Então, a cota para negro, eu acho que deveria mudar esse termo, porque na verdade o movimento negro lançou um desafio para o governo cabuloso, porque o Brasil deve para os negros muito. Deve muito. Mas não deve só a faculdade, deve muito mais.

A faculdade é só um detalhe. O ensino para que os negros possam competir de igual no mercado mundial, não digo nem brasileiro, mundial, por que não disputar um emprego com um cara lá na, em Paris, por que não?

Os ricos, eles mandam os filhos estudar fora, né? Entendeu? Não manda? E por que também a gente não poderia disputar um emprego fora, ou dentro, ou qualquer lugar? Desde que você tenha condições de disputar. Quando você não tem condições, aí você se torna um problema. Entendeu?

Então, a cota para negro é o mínimo.

>> Só que Cuba não é bom exemplo para isso não.

>> JOSÉ NÊUMANE PINTO: Cuba tem um ditador lá há 47 anos e não é, propriamente, um exemplo de prosperidade nem de competição, né?

>> MANO BROWN: Sim. Depois que todo mundo ajudou a afundar Cuba é fácil. Mas, por exemplo, eu usei no exemplo assim, Cuba valorizou mais as pessoas e menos as máquinas. Então, você tem lá médicos, você tem os atletas, você tem as pessoas e o mundo tratou de boicotar Cuba para que isso acabasse, né? Certo? De uma certa forma isso, infelizmente, vai acabar e Cuba vai ser um exemplo de fracasso. Mas não é fracasso. Tá ligado. Não é um fracasso, deu errado porque foi embargado.

>> PAULO MARKUN: Agora, você é socialista?

>> MANO BROWN: Boicote.

>> PAULO LINS: Você é socialista, você acha que todo mundo tinha que ser igual, trabalhar igual, ganhar igual?

>> MANO BROWN: Deveria ser igual, lógico, eu não vou falar eu sou isso, eu sou socialista. Eu sou eu. Mas, por exemplo, eu penso assim, não deveria faltar comida para uns e sobrar para outros. Tipo, eu fui para o exterior, já viajei para fora. Eu vi os caras jogando prato de comida fora assim. Duas colheradas e joga fora. Eu falei para o cara, no Brasil isso alimenta duas famílias, ele falou: Irmão, aqui é Nova Iorque.

>> MARIA RITA KEHL: Mas aqui também se desperdiça muito.

>> MANO BROWN: Mas tem gente que pensa que está em Nova Iorque. É o que eu falo. Eu acho que o grande problema do Brasil é que a gente nunca se aceitou nem como Brasil direito.

>> MARIA RITA KEHL: Eu quero te perguntar, que você falou que não tem um discurso, fiquei meio confusa. Porque eu acho, tenho a impressão como ouvinte que os racionais têm um discurso. Não o discurso de botar regra para o mundo inteiro. Mas quando você fala pensar, a gente como a gente, ou o negro se identificar com a sua cultura. Queria que você falasse um pouco de uma coisa que sempre achei muito coerente nas letras, que é a cobrança de atitude do negro. O que é que é isso? Cobrança de atitude?

>> MANO BROWN: Eu não cobro atitude, mesmo porque eu não tenho condições de cobrar nada, certo?

>> MARIA RITA KEHL: O que você chama de atitude?

>> MANO BROWN: Eu sou cobrado.

>> MARIA RITA KEHL: Tem aquela-

>> MANO BROWN: Atitude vem de ato, ato, agir. Agir. Atitude nem sempre tem que ser da forma que eu faço. Não é isso que é atitude. Atitude é agir. Simplesmente agir. Atitude. Você vê um saco de lixo, certo? Está na frente da sua casa. Você sabe que o carro vai passar em cima e vai acabar com a sua rua você vai lá, simplesmente troca o saco de lugar, isso é atitude. Tá ligado?

>> MARIA RITA KEHL: É uma responsabilidade pelo seu lugar?

>> MANO BROWN: Cuidar de você, cuidar da sua família, cuidar dos que estão perto de você é atitude.

>> Brown, qual o seu grau de instrução, hein?

>> MANO BROWN: Oitavo série.

>> Série.

>> Não teve a oportunidade de continuar estudando ou...

>> MANO BROWN: Tive, mas não gostei. Tive assim, estava empregado e resolvi pagar o primeiro ano colegial. Colegial, né? E não gostei da escola. Não me adaptei, não gostei do convívio. Eu saí fora.

>> Você acha que até onde você estudou foi suficiente para você continuar a sua vida?

>> MANO BROWN: Não, não foi suficiente, insuficiente.

>> Que tipo de mensagem você passa quando você visita os seus manos nos presídios e nas unidades da Febem? Que tipo de mensagem você-

>> MANO BROWN: Olha, por incrível que pareça, você encontra muita sabedoria dentro desses lugares aí. Dentro de presídio, dentro de cadeia. Você encontra sabedoria, você encontra inteligência acima do normal até porque é naqueles momentos que o homem, ele realmente se descobre. Tá ligado?

Ele descobre, acho que ele descobre o... aquele lado que na rua era adormecido ou distraído, né? Um lado distraído que ele tem na rua.

Lá dentro você ouve coisas impressionantes. Entendeu? Como você está preso com essa inteligência, cara? Entendeu? Então, que idéia que eu levo?

Eu levo companhia, quando eu vou, também não sou freqüentador de cadeia que nem parece. Eu já fui em várias cadeias, eu tenho amigos presos. Certo? Eu tenho o Dexter que é um amigo meu que está preso, eu tenho o Abrão, que é rapper, os dois são rapper, são artistas e estão presos. É gente que está fazendo muito melhor para a sociedade na rua. Lá dentro eles estão inutilizados. O sistema inutilizou eles. O Dexter, o Abrão e outros irmãos que são músicos ou não, são artistas de alguma forma.

>> Para melhorar o Brasil, para a gente conseguir melhorar essa desigualdade, a gente deveria começar por onde? Qual seria o primeiro ponto, quando você pensa: Nossa, aqui deveria mudar. A gente deveria começar por aqui.

Qual seria a primeira atitude?

>> MANO BROWN: Eu não estou nesse grau de sabedoria para saber como é que a gente vai resolver. Eu estou no olho do furacão, tá ligado? Do problema. Na verdade eu faço parte do problema, né? Eu estou igual você, eu estou como todo mundo, procurando uma solução, procurando qual é a melhor solução para mim e para os que estão perto de mim. Aí vai ampliando, né?

Aí os que estão perto, vai ficando mais longe. Você vai tentando ampliar as coisas que você sonha para você e fazer as pessoas sonhar junto com você.

Tá ligado?

Mas, aí, você tem aquele é... por exemplo, eu não posso aceitar, um negócio assim, que eu sou um cara que sou um exemplo. Porque fazendo o que eu fiz dificilmente a pessoa conseguiria as coisas que ela precisaria. Tá ligado?

>> Mas já era, não é Brown, você é um exemplo, querendo ou não. Apesar do fardo não te incomodar de alguma maneira, sei lá, você pega no seu disco mais recente tem um encarte lá, a foto da molecadinha, tal e está você lá.

É... não tem muito-- não, assim, o cara se espelha em você de alguma maneira. O cara ou quer se vestir como você, ter a atitude que você tem, quer fazer o som. Por isso que você tem a responsabilidade. Você tem uma grande responsabilidade.

>> MANO BROWN: Esse tipo de espelho é profundo porque é coração, certo?

O cara, quando ele gosta de você e quer usar uma roupa que parece a sua é profundo. Mas é superficial quando o cara só quer parecer com você. Isso não é bom para ele. Eu acho que eu sou eu. Você é você. O mano é o mano.

Ele vai descobrir o talento dele onde está. Ele não é o Mano Brown, mas ele também não precisa ser o Mano Brown, ele pode ser ele e descobrir quem é o verdadeiro, o lado dele. Quando eu fui buscar o meu. E estou buscando.

>> Quando você leu Malcolm X, quando você ouviu "two pac", essas coisas você viu de alguma maneira?

>> MANO BROWN: Quando eu li o Malcom X eu me vi, vi tudo. O mesmo mundo, o universo que eu vivia estava ali naquele livro.

>> Para você, quem são os grandes líderes brasileiros de todos os tempos?

>> MANO BROWN: Sim, eu vou te falar, eu sou um cara até ignorante se eu citar nomes eu vou ser leviano. O Jair está aqui presente, ele vai te dar uma lista, se você perguntar para ele. Ele dá uma lista de líderes nervosos que vieram pelo menos 100 anos antes do Brown, antes do Bill, antes do Taíde, antes do "facção central", "realidade cruel", "mister Catra" e outros manos que vem dessa geração de músico, falando dessas coisas, né? Existiram outras pessoas antes que não, não gravaram disco. Vieram antes do videoclipe. Vieram antes da MTV. Vieram antes dessas coisas.E lutaram.

>> Fala-se muito do papel que o tráfico, os traficantes, eles ocupam o papel que deveria ser do estado, né? Um lugar que deveria ser do estado. Você acha que a música ocupa isso também de alguma maneira?

>> MANO BROWN: Sim, a música é presente, né? A música é aquele, quando ela tem que ser pelo menos companheira do cara, ela não precisa ser o pai, nem o psicólogo, mas tem que ser pelo menos companheiro. Muitas vezes você quer ter do seu lado um companheiro, não um psicólogo e nem um pai, nem um padre, nem um pastor, você quer ter um companheiro que pelo menos vive as mesmas coisas e vai trocar idéia com você à altura.Não de cima para baixo.

Então, eu falo para os manos do rap, o rap não tem que ser professor, nem exemplo, nem líder. Nós temos que ser pelo menos companheiro dos mano, companheiro das pessoas, de ombro a ombro entendendo os manos. O rapper, ele é o exemplo, ele é o líder, ele é cobrado ferozmente. Cobrado ferozmente a atitude que ele deveria ter que ninguém tem também.

>> PAULO MARKUN: Brown, o nosso tempo está acabando eu queria fazer uma última pergunta já que você diz que ninguém te provocou. Eu vou te provocar de leve aqui. A essa altura do campeonato só de leve. Quando eu era jovem a onda era o movimento de paz e amor. Festival de Woodstock, rock para todo mundo, né? Todo mundo numa boa. Você é um cara paz e amor?

>> MANO BROWN: Não.

>> PAULO MARKUN: Você é um cara que tipo?

>> MANO BROWN: Eu sonho com paz e amor, mas a vida não é.

>> Você sorriu oito vezes aqui no programa hoje, te incomoda?

>> MANO BROWN: Já foi a fase de eu me preocupar com, sorrir ou não.

Talvez a gente vai ficando mais velho vai vendo que as coisas não são, os monstros não são tão feios e nem tão fortes como parece.

>> PAULO MARKUN: Nem o Mano Brown?

>> MANO BROWN: Ninguém, ninguém. Ninguém, ué. Mano Brown é um ser humano, meu. Mano Brown é um rótulo. Eu, quando eu comecei eu era Brown do capão. Aí, numa caminhada me apelidaram de mano. Porque mano é irmão, entendeu?

>> O Pedro Paulo Soares Pereira ficou no caminho então?

>> MANO BROWN: Não. Ele, o Pedro Paulo, ele vai assumir o cargo dele daqui a alguns anos ele vai voltar ao posto dele de novo, vai tomar o rumo da vida dele de novo.

>> PAULO MARKUN: Mano Brown, muito obrigado pela sua entrevista.

Obrigado aos nossos entrevistadores. Lembro que o Roda Viva completará, no próximo dia 28, 21 anos no ar. Sempre trazendo entrevistas, as mais diversas nessa condição absolutamente livre em que nem sempre a gente concorda com tudo o que é dito ali, sempre a gente garante que tudo o que seja dito no centro do Roda Viva chegue até o público que acompanha a TV pública no Brasil. Uma ótima semana!

E até a próxima semana com o Ministro da Defesa Nelson Jobim!

Até lá!

Saiu a lista dos vencedores do Prêmio Hutúz 2007


Revelação do Ano - U-Time

Norte e Nordeste - Rapadura

Produtor - Dj Jamaica

Destaque do Break - Estilo de Rua

Hio Hop Ciência e Conhecimento - Guerreira de Alessandro Buzo

Melhor Dj de Grupo - Dj Bola 8

Melhor Grupo ou Artista Solo - Gog

Álbum do Ano – Gog

Melhor Música – Gog

Melhor Videoclipe - Sandrão

Demo Masculino – Neguin - Contenção

Demo Feminino – Afronordestina - Afro Nordestina

Destaque do Graffiti - Anarquia

Destaque Gospel – Relato Bíblico

Melhor Site - Rappin Hood

Akon joga fã do palco e é processado



Depois do ba fá fá do show em que dançou sensualmente com uma menor de idade, Akon arranja mais um problema parecido.
Agora ele está sendo processado de agressão em segundo grau por atingir uma pessoa do público depois de jogar um garoto do palco.

A fã Abby Rosa sofreu uma concussão (choque violento) quando um outro fã caiu sobre ela num show em Nova Iorque, no mês de junho.
Akon é acusado e colocar em risco o bem estar de um menor, além da agressão em 2º grau.

Ele deve comparecer ao tribunal, na semana que vem. Seus advogados alegam que não há base para as acusações.
Algumas pessoas do público presentes no show falaram que Akon pediu para que os fãs e seus seguranças levantassem o garoto que jogou um objeto nele durante a apresentação.

Aí, supostamente, o cantor jogou o garoto dos seus ombros para o público, atingindo Abby Rosa.

Queen grava primeira música inédita após 10 anos


Há anos sem gravar nenhuma música inédita, a banda britânica Queen volta para os estúdios.

Os caras vão contribuir para uma campanha do africano Nelson Mandela contra a Aids. Os roqueiros fizeram uma música chamada, Say It´s Not True, para ajudar a divulgar o projeto.

No lugar de Freddie Mercury, antigo vocalista da banda, morto pelo vírus HIV, vai entrar o cantor de blues, Paul Roger, que já acompanhou o grupo numa turnê mundial em 2005-2006.

Say It´s Not True vai estar livre para downloads no site oficial do grupo. O som foi escrito pelo baterista, Roger Taylor, o cérebro criativo do Queen, que é o responsável por vários sucessos como Radio Ga Ga.

Governo Lula tem apoio de 50%, diz pesquisa Datafolha


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é considerado ótimo ou bom para 50% dos entrevistados, segundo pesquisa Datafolha.
Esse resultado reflete uma oscilação positiva --dentro da margem de erro-- de dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, de agosto.

O governo petista é considerado regular hoje por 35% dos entrevistados. Para outros 14%, o governo Lula é avaliado como ruim ou péssimo.
De acordo com a pesquisa, a aprovação ao governo Lula subiu na região Sudeste, entre brasileiros que integram famílias com renda acima de dez salários mínimos e os que vivem em capitais, e também entre os mais escolarizados.

A pesquisa --realizada entre os dias 26 e 29 de novembro-- ouviu 11.741 pessoas, em 390 municípios de 25 Estados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Leia matéria completa na edição de domingo da Folha.

Barrichello agride cinegrafista antes do casamento de Massa


O piloto da equipe Honda de Fórmula 1 Rubens Barrichello agrediu com um chute o cinegrafista Fábio Ferreira Garcia após uma confusão na chegada à igreja Nossa Senhora do Brasil, onde aconteceu o casamento do também piloto Felipe Massa. A cerimônia foi celebra na noite de sexta-feira

Garcia, que trabalha há sete anos como cinegrafista da apresentadora Sônia Abrão (que atualmente comanda o programa A Tarde É Sua, da RedeTV), conta que o piloto o chutou por pensar que o cinegrafista teria empurrado sua mulher.

Logo após a agressão, o profissional resolveu registrar uma queixa no 78º DP, na Rua Estados Unidos, no bairro Jardim América.

A festa do casamento de Felipe Massa e da empresária Rafaela Bassi acontece na Casa Fasano, no bairro do Itaim.